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<div>Curadoria: Adelaide Ginga</div>
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<p>Há coisas que nos entram pelos olhos dentro quando mais ninguém as vê, que se fixam na nossa retina e se prolongam na memória, inscrevendo-se no inconsciente e despertando o desejo. Foi o que aconteceu com Márcio Vilela há sete anos quando olhava para o céu e subitamente viu um ponto brilhante a deslocar-se num caminho lento e a inscrever uma linha no fundo negro para, cerca de um minuto depois, desaparecer subitamente. Percebeu que não se tratava de uma simples estrela e despertou para a temática dos satélites artificias.</p>
<p>O conceito da linha física simples deu assim corpo ao projeto artístico Satellites, iniciado em 2012. Uma parte do resultado é agora apresentada nesta exposição, organizada em três grupos. O primeiro núcleo reúne um conjunto de peças que introduzem e contextualizam o projeto. Destaque-se o desenho primordial Origin, que apresenta uma simples linha branca num pequeno papel preto. Este desenho foi realizado quando o artista se colocava a seguinte questão: “Seria possível usar satélites em órbita da Terra como ferramenta de desenho através de um meio fotográfico?”</p>
<p>O segundo grupo é composto por uma série de fotografias que Márcio Vilela recolheu diretamente de diferentes satélites em órbita. A impressionante ampliação resulta em imagens anamórficas, em que a inevitável abstratização não impede de percecionar objetos tridimensionais que estão a mais de 2.000 km da terra. A par, é apresentado um vídeo em plano fixo, com o desenho de um traço verde em direção à Estrela Polar, a única estrela fixa no firmamento celeste.</p>
<p>A terceira e última parte convida à imersão. Aceite o desafio, o espectador acaba “transportado” para o espaço de consumação do caminho percorrido ao longo do projeto. Um espaço de dimensão poética, de sublimação de uma estética minimal que valoriza as subtilezas. Ao explorar a dicotomia entre a representação e a abstração, o virtual e o real, Márcio Vilela afirma um caminho artístico que promove o diálogo da arte com a tecnologia, inscrevendo o satélite como elo de ligação e convertendo-o em instrumento de uma das mais antigas e primordiais linguagens do Homem, o desenho.</p>
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Curadoria: Adelaide Ginga

Há coisas que nos entram pelos olhos dentro quando mais ninguém as vê, que se fixam na nossa retina e se prolongam na memória, inscrevendo-se no inconsciente e despertando o desejo. Foi o que aconteceu com Márcio Vilela há sete anos quando olhava para o céu e subitamente viu um ponto brilhante a deslocar-se num caminho lento e a inscrever uma linha no fundo negro para, cerca de um minuto depois, desaparecer subitamente. Percebeu que não se tratava de uma simples estrela e despertou para a temática dos satélites artificias.

O conceito da linha física simples deu assim corpo ao projeto artístico Satellites, iniciado em 2012. Uma parte do resultado é agora apresentada nesta exposição, organizada em três grupos. O primeiro núcleo reúne um conjunto de peças que introduzem e contextualizam o projeto. Destaque-se o desenho primordial Origin, que apresenta uma simples linha branca num pequeno papel preto. Este desenho foi realizado quando o artista se colocava a seguinte questão: “Seria possível usar satélites em órbita da Terra como ferramenta de desenho através de um meio fotográfico?”

O segundo grupo é composto por uma série de fotografias que Márcio Vilela recolheu diretamente de diferentes satélites em órbita. A impressionante ampliação resulta em imagens anamórficas, em que a inevitável abstratização não impede de percecionar objetos tridimensionais que estão a mais de 2.000 km da terra. A par, é apresentado um vídeo em plano fixo, com o desenho de um traço verde em direção à Estrela Polar, a única estrela fixa no firmamento celeste.

A terceira e última parte convida à imersão. Aceite o desafio, o espectador acaba “transportado” para o espaço de consumação do caminho percorrido ao longo do projeto. Um espaço de dimensão poética, de sublimação de uma estética minimal que valoriza as subtilezas. Ao explorar a dicotomia entre a representação e a abstração, o virtual e o real, Márcio Vilela afirma um caminho artístico que promove o diálogo da arte com a tecnologia, inscrevendo o satélite como elo de ligação e convertendo-o em instrumento de uma das mais antigas e primordiais linguagens do Homem, o desenho.

Reference: IPPBLIV19942001

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