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Num instante... o Património!

Experiência Fotográfica Internacional dos Monumentos

Um dos eixos estratégicos da atuação do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico e da Direção-Geral do Património Cultural (Ex- IGESPAR e Ex-IMC) diz respeito à sensibilização do público para a importância do património cultural como fator de reforço de identidades; dentro desse âmbito, os projetos direcionados para as camadas mais jovens da população têm vindo a desdobrar-se em iniciativas que procuram aproximar este público, em particular, com a história e com a herança cultural. O património e os monumentos constituem um grande potencial de aprendizagem e conhecimento.

Num instante... o património! é uma proposta de criação artística fotográfica, promovida pela DGPC, que tem contado com o apoio da SAPO (2008-2013) e mais recentemente da Olhares.com (2014), no âmbito do projeto europeu “Experiência Fotográfica Internacional dos Monumentos” (EFIM), desenvolvido pelas autoridades da Catalunha (Espanha), desde 1992, com o apoio do Conselho da Europa.

Este passatempo tem como objetivo despertar os jovens portugueses residentes em território nacional (14-21 anos) para o envolvimento com a riqueza da história e da paisagem cultural, com o passado e o presente através do registo fotográfico, tendo como fonte de inspiração um elemento patrimonial. Num convite à livre expressão da criatividade e da imaginação, propõe-se uma redescoberta do património em Portugal através da reprodução do preciso instante do contacto com a paisagem cultural. Trata-se de um passatempo desenvolvido exclusivamente através da internet.

Para concorrer, os jovens devem até um máximo de 5 fotografias, constituindo critérios de apreciação por parte de um júri escolhido pela DGPC: a criatividade e imaginação, a qualidade técnica e artística, a originalidade da abordagem ao tema, a capacidade de comunicação patente numa nova interpretação do património.

Aos dois vencedores são atribuídos prémios (ex. uma máquina fotográfica digital, um telemóvel e ainda outros brindes) e para além disso, as duas fotografias selecionadas representam Portugal internacionalmente na edição digital EFIM e numa exposição em Estrasburgo, no Palácio da Europa, a inaugurar no final de cada ano, juntamente com os trabalhos vencedores dos outros concursos nacionais.

A primeira edição deste passatempo, criado pelo ex- IGESPAR, decorreu em 2008 e tem vindo a repetir-se todos os anos.


10ª Edição - 2017 - EFIMPortugal Num Instante...o Património! - Novo Passatempo Instagram

Em 2017, a convocatória internacional do EFIM introduziu algumas novidades no passatempo, nomeadamente a sua realização através da rede social Instagram. A DGPC aderiu ao repto criando a página @efimportugal e ao todo dadas a conhecer mais de 250 fotografias na #EFIM2017Portugal.

Entre as 50 pré-selecionadas foram eleitas duas imagens diferenciadas: Fotografia Noturna, Ponte D. Luís I – Porto e Reflexos - Fonte Grande de Alte – Loulé.

A primeira, traduz a união entre duas margens; símbolo de coesão, partilha e encontro. Reflexos de luz nas águas, brilhos e cores que cortam o negro profundo da noite (elementos de complexidade e diversidade) determinaram a escolha desta imagem. 

Por sua vez, a segunda mostra a rudeza da alvenaria, o jogo de espelhos conferido pelo reflexo das águas num efeito claro-escuro de um primoroso preto e branco. A água, elemento ancestral e fundamental, é a matéria primeira desta imagem, enquanto símbolo de vida, de transparência e de continuidade.


9ª Edição - 2016 - Num Instante...o Património!

Em 2016, entre o vasto número de participantes, foram eleitas duas fotografias que espelham visões, sensibilidades e abordagens artísticas distintas na perceção do Património Cultural. Na primeira, o coruchéu do Palacete Silveira e Paulo (Angra do Heroísmo – Açores), testemunho de um período fugaz de opulência e esplendor, enquadrado pelo azul brumoso das ilhas, reúne com particular precisão diferentes materiais, formas e cores; elementos que valorizam e caracterizam esta original construção. Por sua vez, a fotografia A lost window like me ilustra uma nesga de modernidade com vista para o casario envolvente – metáfora poética para a delicada relação entre a assumida contemporaneidade do Museu Nacional dos Coches e a cidade que se espraia pelas ruas limítrofes (Lisboa - Belém). 

As fotografias premiadas sobressaem sobretudo pelo enquadramento de um olhar original, que foca a nossa atenção para detalhes arquitetónicos e contrastes lumínicos diferentes.


8ª Edição – 2015 - Num Instante … o Património!

Em 2015, as três fotografias distinguidas correspondem aos critérios solicitados, refletindo, na sua diversidade, o poder da imagem como meio privilegiado de captar momentos e transmitir emoções numa abordagem diferente ao tema do património.

A fotografia vencedora, Outra vez te revejo… Castelo, salienta o valor de um pormenor - no Castelo de S. Jorge, em Lisboa - como símbolo de uma realidade que extravasa o campo de visão da fotografia, numa composição invulgar e tecnicamente bem executada, que surpreende pela originalidade técnica e artística.

Na segunda fotografia Contrastes, sobressai o rigor de um enquadramento arquitetónico onde, em pano de fundo, se destaca a Torre do Relógio na cidade da Horta, Ilha do Faial – Açores, sublinhando os ritmos, a escala e a materialidade da construção, num interessante efeito de claro-escuro.

A terceira fotografia, Moldura, apresenta numa justaposição de planos, elementos diversos que compõem um quadro em que o longe e o perto coabitam com elegância, aproximando duas referência patrimoniais dos dois lados do Tejo: o Museu Nacional de Arte Antiga e o Cristo-Rei.


7ª Edição – 2014 - Num Instante … o Património!

As duas fotografias premiadas em 2014, entre o significativo conjunto apresentado, evidenciam-se por revelarem uma qualidade que se traduz, em especial, na escolha do objeto central da imagem captada, no tipo de enquadramento obtido, na oportunidade do momento do registo e na procura do insólito, traduzindo duas leituras e duas sensibilidades bem distintas. 

Em vaguear em Vidas, sobressai o rigor de uma interpretação fotográfica a preto e branco de um espaço arquitetónico, sublinhando de uma forma notável os ritmos, a materialidade da construção e a escala, num enquadramento notável. Por sua vez, na fotografia Arco-Íris, denota-se o registo instantâneo da transfiguração do marco simbólico urbano durante um festival de luz, no preciso momento em que mais um elemento emblemático da cidade – o elétrico – é captado em movimento. 


6ª Edição – 2013 - Num Instante … o Património!

Com um considerável número de jovens participantes, a edição portuguesa 2013 resultou na seleção de duas fotografias vencedoras que remetem, curiosamente, para duas visões, duas abordagens e duas sensibilidades distintas, mas complementares na perceção do próprio universo do património cultural : i. uma referência instantânea ao património urbano da Baixa Lisboeta, desmaterializando a forma urbana e remetendo para um ponto de vista mais abstratizante da realidade ; ii. Um olhar sobre o património monumental em processo de recuperação, integrando uma composição visual relevando e colocando em confronto diferentes materialidades. Jovens e diferentes sensibilidades que exprimem, contudo, o mesmo grau de atenção.


5ª Edição – 2012 - Num Instante … o Património

As duas fotografias seleccionadas demonstram um olhar atento à paisagem urbana e uma atenção ao pormenor, resultando numa reinterpretação da realidade quotidiana e na expressão de apropriação do património monumental por parte dos seus autores. Ambos apresentam uma visão pessoal e sensitiva de ícones emblemáticos da cidade de Lisboa, capital de Portugal acrescentando novos ângulos a conhecidos enquadramentos históricos e relembrando a constante possibilidade de descoberta de uma cidade, quando se percorrem as suas esquinas do tempo com um olhar desperto.

Em Reflexos, encontramos a subtileza de um instante que deixa adivinhar a cúpula de um monumento numa irregular poça de água. A inversão dos sentidos revela um fragmento do Panteão Nacional de Lisboa conferindo-lhe um enquadramento artístico arriscado e pouco convencional, onde se destaca a fluidez da luz espelhada na água e um ambiente etéreo que contrasta com a textura real e dura da terra do pavimento. Uma imagem fragmentária que testa a visão e que apela à ilusão.

A atenção do olhar e o gosto pelo pormenor são revelados na imagem da Baixa Pombalina de Lisboa, intitulada Detalhes interessantes. Numa composição rica em detalhes e, simultaneamente, sóbria, o equilíbrio advém das linhas geométricas, definidas pela fachada do edifício do Museu do Design e da Moda e pelo topo do Arco da Rua Augusta, que enquadram a suspensão de um candeeiro em ferro forjado típico dos bairros antigos da cidade. Assim, numa reprodução criativa do majestoso arco triunfal, o candeeiro, em primeiro plano, assume um papel central na fotografia, enquanto o arco neoclássico lhe serve de moldura inferior, conferindo uma minuciosa trama escultórica à imagem.


4ª Edição – 2011 - Num Instante … o Património

Celebrando as origens históricas da formação de Portugal através da escolha de um elemento patrimonial emblemático e clássico – um castelo –, as duas fotografias eleitas em 2011, retratam a arquitetura militar da época medieval. Refletem a cenografia contemporânea da paisagem cultural e remetem-nos para as histórias de aventura e fantasia. As duas surpreendem-nos pela diferença de perspetiva, revelando olhares artísticos marcadamente pessoais de um objeto fotográfico semelhante.

Na fotografia a preto e branco do Castelo de Noudar sobressai o contraste luminoso, a sombra projetada no interior da alcáçova permite-nos adivinhar os contornos da torre de Menagem, cujas ameias parecem prolongar-se na sombra das três figuras, silhuetas que se misturam e nos confundem. A luz rasante ilumina as pessoas sentadas ao fundo da escadaria de acesso à torre, integrando-as no espaço de um outro tempo.

Na imagem do Castelo de Almourol, a muralha com o torreão adossado projeta-se sobre a água do Tejo, evocando a memória da reconquista cristã e o imaginário das façanhas dos cavaleiros templários. A força estática e intemporal da muralha contrasta com a fluidez e leveza do movimento da embarcação. A cor dourada da face do torreão destaca-o da planura profunda do rio, num ambiente bucólico.


3ª Edição – 2010 - Num Instante … o Património

As duas fotografias selecionadas revelam uma sensibilidade artística que resultou num cruzamento real entre a arte e o património e demonstram uma grande coerência com o conceito e os objetivos da iniciativa “num instante… o património”. Celebrando o conceito de património em imagens a preto e branco, ambas transmitem a ideia da história e da passagem do tempo, da sucessão contínua de passado e presente, da sensação de um tempo indefinido. As duas imagens surpreendem-nos pelo enquadramento do olhar e pelo contraste lumínico típico da fotografia clássica a preto e branco. A imagem da Torre de Menagem do Castelo de Palmela regista as marcas do tempo nas texturas da pedra, na sucessão dos planos, no movimento das linhas horizontais e verticais. A fotografia do relógio da estação ferroviária da cidade de Coimbra eterniza o exato instante marcado pelo ponteiro do relógio, capta a inversão e a paragem do tempo e subverte a visão convencional do objeto; a medida do tempo num local simbólico marca os compassos de viagem, de passagem, de chegada, de partida…


 

2ª Edição – 2009 - Num Instante … o Património

Na edição de 2009, as fotografias premiadas revelaram duas perspectivas complementares sobre o património arquitectónico; por um lado, o património monumental integrado no contexto urbano, captando fotograficamente uma ambiência e identidade características, salientadas pelo contraste lumínico do perfil do edificado cruzado pelas catenárias dos eléctricos lisboetas; por outro o detalhe do interior de um Palácio no Buçaco, transmitindo uma intensa carga intimista, subvertendo o olhar habitual do espectador através de uma nova apropriação da imagem da arquitetura e captando o ambiente romântico do espaço. As duas fotografias destacam-se, assim, das outras concorrentes pela originalidade do olhar, levando-nos a focar a atenção seja em pormenores, superfícies, materiais, formas, texturas, seja na luz, nas sombras, nas envolventes e nos enquadramentos monumentais.

Fotografias premiadas em 2009


1ª Edição – 2008 - Num Instante … o Património

As fotografias premiadas em 2008 destacaram-se do conjunto apresentado a concurso por revelarem uma qualidade que se traduz, em particular, na escolha do objeto central da imagem captada, no tipo de enquadramento e na definição da composição: ora acentuando e jogando com o efeito de contraste entre a estrutura monumental da cúpula do Panteão Nacional e a linha desordenada do contexto, o casario da cidade histórica, a que não falta a pontuação das suas vivências quotidianas, efetuando uma síntese do universo do património urbano, ora realçando a identidade gráfica das linhas ondulantes dos blocos de granito da serra de Sintra e da cinta muralhada do Castelo dos Mouros, transpondo para o registo fotográfico, numa perspetiva inesperada, a intensidade telúrica do sítio.

Ambas traduzem de um modo especial a extensão e a complexidade dos valores do património, trazendo o passado ao nosso presente, mantendo vivas as maiores criações do génio humano e as suas marcas na cidade e na paisagem.

Fotografias premiadas em 2008


A Minha Escola Adota um Museu, um Palácio, um Monumento...

O Concurso A minha escola adota um museu, um palácio, um monumento... é uma iniciativa promovida conjuntamente pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC)e a Direção-Geral de Educação (DGE). 

Iniciado no ano letivo de 2005-06, com a designação A Minha Escola adota um museu, o concurso começou por ser promovido pelo Instituto Português dos Museus (IPM) e a Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) , dependentes respetivamente do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação , propondo aos alunos dos Ensinos Básico e Secundário a elaboração de trabalhos criativos, a partir de testemunhos dos acervos dos museus da Rede Portuguesa de Museus (RPM). 

Desenvolvido e adaptado ao longo das suas várias edições, em 2009 passou também a contar com a participação do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), que se juntou ao Instituto Português de Museus,agora designado ,Instituto dos Museus e da Conservação (IMC). 

A partir de então passou  a chamar-se A minha escola adota um museu, um palácio, um monumento..., abarcando igualmente os monumentos tutelados pelo IGESPAR e integrando-se no Programa de Educação Estética e Artística, desenvolvido em contexto escolar pela DGIDC.

Através da realização de trabalhos criativos no âmbito das áreas da escrita, artes visuais, artes performativas, fotografia, vídeo e multimédia, este concurso tem procurado estimular o conhecimento da realidade museológica e patrimonial do nosso País junto dos mais jovens, de forma a sensibilizar esta geração para o conhecimento, a conservação e valorização do património cultural. Para além disso, este tem procurado expandir e reforçar a cooperação entre as entidades culturais e educativas envolvidas, dinamizando desta forma o contacto das Escolas do Ensino Básico , Secundário e Ensino Especial, com os museus da RPM e os palácios e monumentos da DPGPC .

Os trabalhos apresentados a concurso são sempre objeto de avaliação por parte de um júri escolhido entre personalidades de reconhecido desempenho nas várias áreas a concurso , e de apresentação final em exposição num museu (RPM), palácio ou monumento (DGPC) no âmbito do dia Internancional dos Museus, seguindo em itinerância por vários museus até à nova edição.

Coordenação – Graça Mendes Pinto

Em anexo: PDF – regulamento 2013-14  |  Cartaz (parede)