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Lisboa em Festa: A Exposição Retrospetiva de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola, 1882, Antecedentes e Materialização

Lisboa em Festa: A Exposição Retrospetiva de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola, 1882, Antecedentes e Materialização

Durante várias décadas do século XIX, as elites portuguesas reclamaram a organização, em Lisboa, de um Museu Nacional de Belas Artes. A sua concretização teimou em tardar. Até que, em 1881, um convite para a realização de uma exposição de arte ornamental Portuguesa e Espanhola num museu de Londres levou a comissão portuguesa envolvida na organização a pensar repetir e ampliar a iniciativa em Lisboa. Sonhava-se já com a instalação subsequente do museu, mas nem por isso a exposição foi considerada como um mero degrau para esse velho sonho. Pelo contrário: todos os pormenores da sua organização foram pensados com rigor e a ambição de se fazer o melhor que se sabia. 

A 12 de janeiro de 1882, o Palácio Alvor abria as portas à Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portugueza e Hespanhola. Primeira exposição em Portugal (e uma das primeiras do mundo) a contar com iluminação elétrica, catálogo com ilustrações e até um volume de fototipias da autoria de Carlos Relvas, envolveu a cidade e o país num momento de entusiasmo cultural. Inaugurada nesse frio dia de inverno, com pompa e circunstância, e contando com a presença dos reis de Portugal e de Espanha, a exposição viu ampliadas as festas às ruas de Lisboa e ao Tejo.

Os trabalhos da comissão organizadora, liderada por Delfim Guedes, proporcionaram à imprensa nacional uma apaixonada discussão sobre arte e cultura, algo inédito entre nós, e contribuíram para o conhecimento internacional da arte nacional.

Quando encerrou as suas portas ao público, em junho desse ano, a exposição tinha sido vista por várias dezenas de milhares de visitantes, transformando-se na primeira iniciativa massiva de público em Portugal. Dois anos depois, o Palácio Alvor abriria as suas portas ao Museu Nacional de Bellas Artes e Archeologia, atual Museu Nacional de Arte Antiga. É a história desse que, até prova em contrário, permanece o mais notável acontecimento cultural do século XIX no nosso país, que aqui se conta. 

Reference: IPPBLIV1717749001

Author: Emília Ferreira

Local: Lisboa

Edition: Caleidoscópio; DGPC

ISBN: .

Date: Jan. 1, 2017

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