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Alto Douro Vinhateiro - detalhe

Designação

Designação

Alto Douro Vinhateiro

Outras Designações / Pesquisas

Alto Douro Vinhateiro - Região Demarcada do Douro (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

-

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Aviso n.º 15170/2010, DR, 2.ª série, n.º 147, de 30-07-2010 (ver Aviso)
Ao abrigo do art.º 15.º, n.º 7, da Lei n.º 107/2001, de 8-09-2001 (por ter sido inscrita na Lista do Património Mundial da UNESCO em 2001) (ver Lei)

ZEP

Aviso n.º 15170/2010, DR, 2.ª série, n.º 147, de 30-07-2010 (ver Aviso)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

World Heritage

Inscrito na Lista da UNESCO

General Description

Nota Histórico-Artistica

O Alto Douro Vinhateiro é uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. Engloba uma área superior a 26 mil hectares estendendo-se ao longo do vale do rio Douro e dos seus afluentes, cercados por montanhas e dotados de características físicas e climáticas muito particulares. Foi inscrito em 2001, durante a 25.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, na Lista do Património Mundial, e consta por esta razão da lista dos bens classificados com o grau de "interesse nacional" de Portugal por força do n.º 7 do art. 15º da Lei 107/2001 de 08/09.
A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos pobres e acidentados, com a acção ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta. Esta relação íntima entre a actividade humana e a natureza permitiu criar um ecossistema de valor único, onde as características do terreno são aproveitadas de forma exemplar, com a modelação da paisagem em socalcos, preservando-a da erosão e permitindo o cultivo da vinha. O grande investimento humano nesta paisagem de singular beleza tornou possível a fixação das populações desde a longínqua ocupação romana, e dele resultou uma realidade viva e em evolução, ao mesmo tempo testemunho do passado e motor do futuro, solidamente ancorado na optimização dos recursos naturais e na preservação das ambiências.
A região produz vinho há mais de 2000 anos, destacando-se nesta produção o famoso Vinho do Porto, que representa o principal vector de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia locais. O Vinho do Porto começou a ser produzido e exportado em quantidade na segunda metade do século XVII, principalmente pela mão de produtores e comerciantes ingleses, mas este tipo de vinho já era conseguido em Portugal há séculos, visto que a adição de uma aguardente à bebida era uma forma de a conservar em longa viagens. Em 1756, sob o impulso do comércio do Vinho do Porto, foi criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro e a Região Demarcada do Douro, instituída pelo Marquês de Pombal, que se estende ainda hoje da vila de Barqueiros, no Distrito de Vila Real, até Barca D' Alva, pequena aldeia da Guarda, junto à raia. A primeira delimitação aquela que é hoje a mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo foram realizada em 1757, com a colocação de 201 marcos de granito designados marcos de Feitoria, seguindo-se uma nova demarcação em 1761 e a implantação de mais 134 marcos. Alguns destes 335 marcos ainda são identificáveis hoje em dia, estando classificados como Imóveis de Interesse Público; a maior parte dos exemplares conservados encontra-se no distrito de Vila Real.
A área classificada como Alto Douro Vinhateiro engloba os concelhos de Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Alijó, Sabrosa, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Lamego, Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa, e representa dez por cento da Região Demarcada do Douro. Constitui assim uma unidade extraordinária em termos paisagísticos, com cenários de grande impacto visual que se desenvolvem em torno do curso do rio Douro, e uma diversidade de fauna e de flora conseguida através da união entre características ainda mediterrâneas e outras típicas da região, com invernos frios e rigorosos e verões onde as temperaturas assumem valores muito elevados. A estas condições naturais une-se a intervenção humana cristalizada na longa tradição de viticultura, autora da notável paisagem de socalcos xistosos onde as vinhas crescem, e que merece reconhecidamente ser preservada como memória e valor da Humanidade. Sílvia Leite /DIDA/IGESPAR, IP / 2011

Images

Bibliografia

Título

Portugal, Património Mundial - Objectos singulares, objectos universais

Local

Lisboa

Data

2001

Autor(es)

PEREIRA, Paulo, SANTANDREU, Roberto, NASCIMENTO, José Carlos