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Bateria Alta ao norte da Praia da Água Doce - detalhe

Designação

Designação

Bateria Alta ao norte da Praia da Água Doce

Outras Designações / Pesquisas

Bateria Alta ao Norte da Praia da Água Doce / Hotel do Guincho (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Bateria

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Lisboa / Cascais / Cascais e Estoril

Endereço / Local

Estrada Cascais-Guincho, a norte da Praia da Água Doce (os vestígios das muralhas situam-se entre o mar e o lado poente do Hotel do Guincho)
Cascais

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Edital de 13-05-1974 da CM de Cascais
Despacho de homologação de 9-04-1974 do Secretário de Estado da Instrução e Cultura
Parecer de 5-04-1974 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP, apesar da transformação em hotel, por se manterem muitos elementos da velha fortificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

Em 1762, no contexto da Guerra dos Sete Anos, Portugal esteve à beira de entrar em guerra com Espanha, pelo que D. José ordenou uma reforma do exército, dirigida pelo Conde de Lippe, que incluiu o "(...) reforço da defesa terrestre e marítima do Reino." (BARROS, BOIÇA, RAMALHO, 2001, p. 192). Para reforçar a defesa da barra do Tejo, a Coroa mandou edificar quatro fortalezas na linha de Cascais, a de Catalazete, em Oeiras, e as Baterias de Crismina, Galé e Alta, no Guincho (Idem, ibidem).
Apresentando planimetrias semelhantes, a estrutura destas baterias correspondia a um corpo angular, com parapeito e plataforma, atrás da qual foi edificado o paiol e o espaços dos aquartelamentos.
Com o final do conflito, estas fortificações perderam as suas funções militares, sendo progressivamente desactivadas, até que nas primeiras décadas do século XIX apresentavam "sinais profundos de arruinamento" (Idem, ibidem, p. 196).
Durante as Guerras Liberais, em 1831, D. Miguel ordenou que fossem realizadas obras de reparação nas três baterias, de modo a que pudessem receber novamente peças de artilharia e as respectivas guarnições. Com a vitória das tropas de D. Pedro em 1833, as fortalezas são novamente desactivadas e votadas ao abandono.
No final do século XIX, as baterias foram "desclassificadas como fortificações militares" e vendidas em hasta pública. A Bateria da Alta foi praticamente destruída, e no seu lugar foi edificada uma unidade hoteleira, o Hotel do Guincho, inaugurado em 1959, "que da antiga edificação pouco aproveitou" (Idem, ibidem, pp. 197-198).
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/ 4 de Maio de 2006

Images

Bibliografia

Título

As fortificações marítimas da costa de Cascais

Local

Lisboa

Data

2001

Autor(es)

RAMALHO, Maria Margarida Marques, BARROS, Maria de Fátima Rombouts, BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira