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Citânia de Briteiros - detalhe

Designação

Designação

Citânia de Briteiros

Outras Designações / Pesquisas

Citânia de Briteiros (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Povoado Fortificado

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Braga / Guimarães / Briteiros São Salvador e Briteiros Santa Leocádia

Endereço / Local

Monte de São Romão
Salvador (Briteiros)

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 115/97, DR, 2.ª série, n.º 72, de 26-03-1997 (com ZNA)

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 115/97, DR, 2.ª série, n.º 72, de 26-03-1997

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

Juntamente com a Citânia de Sanfins, este povoado fortificado da II Idade do Ferro do Noroeste Peninsular, localizado nas proximidades de Guimarães, poderá ter assumido funções de lugar central de uma eventual unidade política (?) que congregaria diversos castros.
Embora parte significativa das estruturas que se observam actualmente tenham sido edificadas já durante o período da romanização desta região, a maioria dos aspectos que caracterizam este povoado fortificado podem ser imputáveis a épocas bem mais anteriores. Localizado numa plataforma elevada, com um bom domínio da paisagem onde se insere, esta citânia era defendida por mais de uma linha de muralhas, construídas com o material pétreo típico da zona, ou seja, com blocos graníticos. E seriam estes mesmos panos de muralha que acabavam por delimitar as grandes áreas familiares, no interior das quais se edificavam as típicas habitações - também elas com muro granítico, erguido até, sensivelmente, um terço da sua altura real -, de planta predominantemente circular.
Esta última, constitui, na verdade, um dos principais traços característicos da casa castreja da II Idade do Ferro do Noroeste Peninsular. Maioritariamente circular, esta habitação castreja tinha cerca de cinco metros de diâmetro e as paredes eram constituídas por duplo paramento, um interno, e outro externo. No interior da casa, e para além da lareira, observa-se a presença de um buraco centralizado, no qual se colocava o poste que sustentava a cobertura, que era constituída de materiais perecíveis e de forma cónica, como, aliás, se deduz da planta circular da própria habitação. Além disso, eram adossados dois muros à porta de entrada de maneira a delimitar um átrio onde decorreria parte significativa das actividades domésticas. Algumas destas casas formariam conjuntos mais alargados, aos quais pertenceriam outras estruturas de características comunais (possivelmente também para guardar gado, que, em conjunto com a agricultura, perfaria uma das bases essenciais da economia destas gentes), e que, grosso modo, equivaleriam a diferentes "famílias alargadas", perfazendo, elas próprias, o conjunto mais abrangente da Citânia, no seu todo.
Encontrou-se numa zona relativamente isolada desta citânia uma considerável edificação circular, com cerca de onze metros de diâmetro, com bancos corridos à volta, que faz pressupor a prática de reuniões familiares, num eventual exercício de administração colegial do povoado, que alguns estudiosos consideram ter assumido a forma de um conselho de anciãos.
À semelhança da Citânia de Sanfins, este povoado terá constituído uma das faces visíveis de um processo que implicou a substituição de pequenas unidades populacionais (talvez dos denominados "castros agrícolas"), por agrupamentos bastante mais significativos. É, pelo menos, o que alguns autores pretendem concluir com base na análise espacial desta citânia, onde os alinhamentos das ruas parecem enquadrar vários núcleos - aparentemente autónomos -, de um determinado número de habitações, como que formando quarteirões ou bairros.
Um dos elementos que mais destacam esta Citânia no seio da cultura castreja do Noroeste Peninsular (embora também presente noutros povoados fortificados deste tipo), revela-se a denominada Pedra Formosa. Descoberto ainda no século XIX, este artefacto foi alvo das mais diversas teorizações, tendo preponderado durante bastante tempo a ideia de que serviriam como "fornos crematórios", naturalmente relacionados com os rituais funerários destas populações. Contudo, as investigações encetadas ao longo dos últimos anos têm vindo a apontar para a sua interpretação enquanto parte estruturante de balneários, como parece indicar o facto de serem sistematicamente encontrados junto a fontes ou linhas de água nas zonas mais baixas dos povoados.
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Bibliografia

Título

A cultura Castreja no Noroeste Português

Local

Paços de Ferreira

Data

1986

Autor(es)

SILVA, A. C. F. da

Título

Escavações na Citânia de Briteiros, Revista de Guimarães

Local

Guimarães

Data

1943

Autor(es)

CARDOZO, Mário

Título

Escavações na Citânia de Briteiros. Relatório da campanha de 1949, Revista de Guimarães

Local

Guimarães

Data

1949

Autor(es)

CARDOZO, Mário

Título

Sondagem arqueológica na Citânia de Briteiros (Guimarães), Revista de Guimarães

Local

Guimarães

Data

1977

Autor(es)

CENTENO, Rui Manuel Sobral, SILVA, A. C. F. da

Título

Corte estratigáfico na Citânia de Briteiros (Guimarães) 1977-1978, Revista de Guimarães

Local

Guimarães

Data

1978

Autor(es)

CENTENO, Rui Manuel Sobral, SILVA, A. C. F. da

Título

Citânia de Briteiros e Castro de Sabroso

Local

Guimarães

Data

1980

Autor(es)

CARDOZO, Mário

Título

Monumentos Arqueológicos da Sociedade Martins Sarmento, Revista de Guimarães

Local

Guimarães

Data

1951

Autor(es)

CARDOZO, Mário

Título

Guimarães - roteiro turístico

Local

Guimarães

Data

1995

Autor(es)

FONTE, Barroso da

Título

Monografia de Guimarães e seu Termo

Local

Guimarães

Data

1984

Autor(es)

LINO, António