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Antigo Convento do Beato António, abrangendo a igreja, o claustro, o refeitório e a escada de acesso ao pavimento superior e os elementos que lhe estão adjacentes - detalhe

Designação

Designação

Antigo Convento do Beato António, abrangendo a igreja, o claustro, o refeitório e a escada de acesso ao pavimento superior e os elementos que lhe estão adjacentes

Outras Designações / Pesquisas

Convento de São Bento de Xabregas / Convento de São João Evangelista / Convento do Beato António / Fábrica da Antiga Companhia Industrial de Portugal e Colónias(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Beato

Endereço / Local

Rua do Beato
Lisboa

Alameda do Beato
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

O Convento do Beato foi mandado construir na segunda metade do século XV pelo rei D. Afonso V, em cumprimento de uma disposição testamentária de sua mulher, D. Isabel. A rainha pretendia que se edificasse um hospício para albergar os "Bons Homens de Vilar" da Congregação dos Lóios no local de Xabregas, onde existia uma pequena ermida dedicada a São Bento, erigida pelos freires de Alcobaça no reinado de D. João I.
Em 1461, o Papa Pio XI promulgou uma bula que autorizava os religiosos a designarem-se "Cónegos Seculares de S. João Baptista", santo de grande devoção da falecida rainha. No entanto, a denominação do patrono da primitiva ermida sobrepôs-se à designação papal, e o convento seria conhecido, até aos finais do século XVI, como Convento de São Bento de Enxobregas.
No reinado de Filipe I, foi escolhido o cónego Frei António da Conceição para conduzir a obra de construção da nova casa conventual que iria substituir o hospício medieval. Segundo a tradição, o frade terá realizado a sumptuosa obra com poucos recursos monetários, o que aumentou a fama de milagreiro que já então possuía. Foi a partir de então que o convento passou a ser conhecido como Convento do Beato António.
No início do século XVII, D. Joana de Noronha, filha dos segundos Condes de Linhares, mandou construir a nova capela-mor do templo conventual, destinando-se o espaço a panteão da família. Esta obra foi terminada no ano de 1622.
O terramoto de 1755 provocou poucos danos no convento quinhentista, que assim pôde acolher os religiosos do vizinho Convento dos Lóios, muito danificado com o abalo sísmico, sendo também designado sede da paróquia de São Bartolomeu (ao Castelo), cujo templo havia ficado bastante destruído.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, o templo foi profanado e a paróquia de São Bartolomeu foi transferida para o extinto convento de Nossa Senhora da Conceição do Monte Olivete, ao mesmo tempo que uma das alas do edifício conventual era ocupado pelo Real Hospital Militar.
Cerca de 1840 o edifício foi devastado por um violento incêndio, que deixou de pé algumas partes da estrutura conventual, nomeadamente o claustro, o refeitório, a cozinha, a livraria e o noviciado. Do templo subsiste a fachada, sem as torres, a nave, subdividida no século XIX por uma estrutura de ferro que serve de piso, com os espaços das dez capelas laterais e da capela-mor.
O que subsistiu ao incêndio foi comprado pelo industrial João de Brito, que aí instalou uma fábrica de moagem de cereais, panificação e malte, bem como um armazém de vinhos. Em 1849, D. Maria II deu autorização para que o industrial utilizasse a marca "Nacional" nos produtos da sua empresa; o espaço mantém-se ligado a este nome até hoje.
Nos últimos anos do século XX, o espaço do convento começou a ser utilizado para a organização de eventos de índole cultural e social. No entanto, um novo incêndio em 2004 provocou danos no antigo cenóbio; depois de realizadas obras de reabilitação pela empresa proprietária - a Cerealis -, o Convento do Beato foi reaberto ao público em 2005.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR,I.P./ 24 de Setembro de 2007

Images

Bibliografia

Título

História dos Mosteiros, Conventos e Casas Religiosas de Lisboa, Vol. II

Local

Lisboa

Data

1804

Autor(es)

-

Título

Conventos de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

CAEIRO, Baltazar

Título

Pelas freguesias de Lisboa. Lisboa Oriental

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

CONSIGLIERI, Carlos; RIBEIRO, Filomena; VARGAS, José Manuel; ABEL, Marília

Título

Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa, vol. V (5º tomo)

Local

Lisboa

Data

2007

Autor(es)

ATAÍDE, M. Maia, MECO, José, SOARES, Maria Micaela

Título

Beato (Convento do), Dicionário da História de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

CORTEZ, Maria do Carmo