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Paço dos Duques de Bragança - detalhe

Designação

Designação

Paço dos Duques de Bragança

Outras Designações / Pesquisas

Paço dos Duques de Bragança (ruínas) - designação do diploma de classificação / Paço dos Duques de Guimarães / Paço dos Duques de Bragança / Residência Oficial do Presidente da República / Museu (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Paço

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Braga / Guimarães / Oliveira do Castelo, São Paio e São Sebastião

Endereço / Local

Rua Conde D. Henrique, Monte Latito ou Falperra
Guimarães

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 15-04-1955, publicada no DG, II Série, n.º 170, de 23-07-1955 (com ZNA) (ZEP do Castelo, da Igreja de São Miguel e do Paço dos Duques de Bragança)
Portaria de 24-11-1951, publicada no DG, II Série, n.º 103, de 30-04-1952

Zona "non aedificandi"

Portaria de 15-04-1955, publicada no DG, II Série, n.º 170, de 23-07-1955
Portaria de 24-11-1951, publicada no DG, II Série, n.º 103, de 30-04-1952

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

Abrangido por conjunto inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO, que, ao abrigo do n.º 7 do art.º 15.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro, se encontra classificado como MN

General Description

Nota Histórico-Artistica

Mandado construir no primeiro quartel do século XV, provavelmente entre 1420 e 1422, por D. Afonso, Conde de Barcelos - filho bastardo de D. João I e futuro Duque de Bragança -, a edificação do Paço coincidiu com a concretização do seu segundo casamento, altura em que fixou residência em Guimarães.
Não está ainda completamente definida a estrutura original deste paço, tremendamente restaurado no século XX e com soluções vincadamente inventivas. Por outro lado, a sua construção não foi uniforme, demorando-se o estaleiro por todo o século XV e avançando mesmo pela centúria de Quinhentos.
Estruturado a partir de um pátio central quadrangular, as alas laterais albergam as dependências mais importantes, enquanto que a capela se encontra no lado oposto à entrada, na ala que em melhor estado chegou aos nossos dias. Tais características básicas fazem deste monumento um dos melhores exemplos portugueses da tradição construtiva nobre tardo-medieval, em pleno desenvolvimento nas regiões francesas desde a segunda metade do século XIV, e de que o Palácio dos Reis de Maiorca, em Perpignan, são um fiel modelo (SILVA, 1996, p.32).
Na viragem para o século XVI, prosseguindo as obras, tudo indica que se tenha procurado maior monumentalidade, acrescentando-se, para isso, um piso sobre a porta principal. Este segundo impulso construtivo terá sido determinado pelo segundo duque de Bragança, D. Fernando, e a ele deveremos a rigorosa simetria em altura de todo o conjunto (Ibidem, pp.32-33). A organização funcional dos espaços, contudo, deverá datar do projecto original, e compreende duas grandes áreas divididas em altura: no primeiro piso, as dependências de serviços e de apoio; no segundo, as habitações nobres, estruturadas a partir da capela em áreas para o duque e para a duquesa.
Curta vida funcional teve, contudo, este paço. Nesse mesmo século XVI, a transferência do duque de Bragança para Vila Viçosa determinou o encerramento do paço de Guimarães durante largos períodos. Sensivelmente um século depois, dava-se início à grande sangria do monumento, com uma primeira autorização régia de utilização da sua pedra.
Os séculos seguintes foram de profunda degradação, continuando a sua pedra a ser dispersa por várias obras da cidade e agravando-se o seu estado com novas funcionalidades, como a de quartel, a partir de 1807. Nos inícios do século XX, a estrutura medieval encontrava-se irremediavelmente corrompida.
O radical restauro efectuado a partir de 1937, da autoria do Arquitecto Rogério de Azevedo, foi tão polémico como revitalizador. A opção restauradora baseou-se na análise de outros paços medievais estrangeiros, mas também numa pretensa ilusão de monumentalidade, que os homens da década de 30 do século XX estavam longe de assegurar. Nestas obras confluíram ainda outros aspectos de índole político-religiosa, tão característicos do Estado-Novo, cuja natureza nacionalista do regime via na Guimarães medieval o mais poderoso e genuíno traço do povo português. Não admira, neste sentido, que o paço tenha sido transformado em residência oficial do Presidente do Conselho e da Presidência da República, este último cargo que acumula até ao presente.
Na actualidade, parte do imóvel encontra-se reconvertido em Museu, cuja colecção e disposição tem por objectivo a aproximação a um quotidiano do paço durante os séculos XVI e XVII. Do vasto espólio, destaca-se, pelo seu valioso contributo para a História dos Descobrimentos, o conjunto de quatro cópias das tapeçarias de Pastrana, que narram alguns dos passos das conquistas do Norte de África e cujo desenho vem sendo atribuído ao pintor Nuno Gonçalves, autor do políptico de São Vicente de Fora; a colecção de porcelanas da Companhia das Índias; o conjunto de faianças portuguesas de importantes fábricas: Prado, Viana, Rocha Soares, Rato; o núcleo de tapeçarias flamengas, de Pieter Paul Rubens, entre muitas outras obras.
PAF

Images

Bibliografia

Título

Paço dos Duques de Bragança - Castelhano

Local

Lisboa

Data

1999

Autor(es)

-

Título

Guimarães - guia de turismo

Local

-

Data

1953

Autor(es)

GUIMARÃES, Alfredo

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Paços Medievais Portugueses

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

SILVA, José Custódio Vieira da

Título

Paço Ducal de Guimarães

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

FONTE, Barroso da

Título

Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, Patrimonia, nº1, 1996, pp.29-36

Local

-

Data

1996

Autor(es)

SILVA, José Custódio Vieira da

Título

Um percurso por Guimarães medieval no século XV, Patrimonia, nº1, 1996, pp.9-16

Local

-

Data

1996

Autor(es)

FERREIRA, Maria da Conceição Falcão

Título

Paço dos Duques (Guimarães)

Local

Guimarães

Data

1964

Autor(es)

AZEVEDO, António de

Título

Despropósito a propósito do Paço dos Duques de Guimarães. Epístola ao Sr. Dr. Alfredo Pimenta

Local

Porto

Data

1942

Autor(es)

AZEVEDO, Rogério de

Título

O paço do conde D. Henrique e o paço dos Duques em Guimarães, Boletim Cultural, vol. XXV, fasc.1-2-, 1962

Local

Porto

Data

1962

Autor(es)

AZEVEDO, Rogério de

Título

O paço dos Duques de Guimarães (preâmbulo à memória do projecto de restauro)

Local

Porto

Data

1942

Autor(es)

AZEVEDO, Rogério de

Título

Paço dos Duques em Guimarães. Boletim da DGEMN

Local

Lisboa

Data

1959

Autor(es)

-

Título

A propósito do Paço dos Duques em Guimarães, Arquivo Municipal, 1942

Local

Guimarães

Data

1942

Autor(es)

PIMENTA, Alfredo

Título

Paço dos Duques de Guimarães. Separata de Palácios Portugueses 1

Local

-

Data

1973

Autor(es)

SILVA, Jorge Henrique Pais da

Título

Mil anos a construir Portugal

Local

Guimarães

Data

2000

Autor(es)

-

Título

Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

DIAS, Pedro

Título

Monografia de Guimarães e seu Termo

Local

Guimarães

Data

1984

Autor(es)

LINO, António