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Hospital de Santo António - detalhe

Designação

Designação

Hospital de Santo António

Outras Designações / Pesquisas

Hospital de Santo António (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Hospital

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua do Prof. Vicente José de Carvalho
Porto

Avenida da Restauração
Porto

Rua Dr.Tiago de Almeida
Porto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

Construído entre 1770 e 1824, o Hospital de Santo António deveria substituir o antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Porto sito na Rua das Flores. O problema da substituição do Hospital é levantado pela Mesa da Misericórdia em 1766-1767, mas a escolha do novo local revelou-se uma tarefa complicada. Assim, e depois de alguma hesitação, optou-se pelos terrenos junto à Cordoaria, cuja planta foi então enviada ao arquitecto inglês John Carr para que este concebesse o projecto, o que aconteceu em 1769, tendo a Misericórdia pago 500 libras pelo trabalho.
A primeira pedra desta dispendiosa construção foi lançada a 15 de Junho do ano seguinte. Em Agosto de 1799 o corpo Sul já estava em condições de receber os doentes, mas as Invasões Francesas atrasaram os trabalhos, pelo que apenas em 1824 se concluem as obras do novo Hospital de Santo António e este substitui efectivamente o antigo da Rua das Flores (QUARESMA, M. Clementina, 1995, pp. 89-90).
O projecto de Carr - um edifício de quatro alas monumentais com paredes de tijolo, uma capela de cruz grega com zimbório localizada do pátio -, sofreu fortes alterações, em consequência da falta de meios disponível provocada em grande medida pelo aumento significativo do custo previsto, já que o edifício não foi construído em tijolo mas sim em granito, o que veio, ainda, prejudicar o bom andamento dos trabalhos (BASTO, A. de Magalhães, 1998).
Desta forma, não se construiu a fachada traseira e os corpos Norte e Sul foram muito encurtados, pelo que o Hospital apresenta planta em "U", com alçados de dois e três pisos, decorados por frontões, balaustradas, colunatas e urnas a rematar as cornijas.
A fachada nascente ficou então sendo a principal, e apesar de não ter sido dotada da estatuária prevista, a sua monumentalidade contrasta fortemente com a relativa simplicidade dos alçados laterais, desenvolvendo-se em cinco corpos de diferentes planos, entre os quais se destaca o central, com galeria aberta e seis colunas dóricas que suportam entablamento e tímpano. No interior, importa destacar a farmácia, que conserva os antigos armários.
Apesar das vicissitudes, o Hospital de Santo António reflecte o gosto neopalladiano e neoclássico que viria a desempenhar um papel de grande significado no desenvolvimento da arquitectura civil portuense, opondo-se ao barroco de Nasoni que caracterizou a cidade, e o Norte do país, no século precedente. Desta forma, o Porto soube tirar partido da presença da colónia inglesa, fomentado um gosto que conferiu um pendor erudito à renovação arquitectónica da cidade neste período.
Muitos foram os exemplos de arquitectos (Carlos Amarante, António Pinto Miranda...) e edifícios (Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Palácio da Bolsa...) construídos no Porto dentro desta linha anglo-palladiana, e que avançou significativamente pelo século XIX (Alfândega Nova - 1860; Hospital Conde Ferreira, 1866) (PEREIRA, José Fernandes, pp. 184-189).
Rosário Carvalho

Images

Bibliografia

Título

Origens e desenvolvimento de um grande estabelecimento de assistência e caridade: o hospital de Santo António da Misericórdia do Porto

Local

Porto

Data

1998

Autor(es)

BASTO, Artur de Magalhães

Título

O neoclássico, História da Arte Portuguesa, vol.3, Lisboa, Círculo de Leitores, 1995, pp.183-205

Local

-

Data

1995

Autor(es)

PEREIRA, José Fernandes

Título

História da Arte em Portugal - O Pombalismo e o Romantismo

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

FRANÇA, José-Augusto

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos