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Aqueduto da Amoreira - detalhe

Designação

Designação

Aqueduto da Amoreira

Outras Designações / Pesquisas

Aqueduto da Amoreira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Aqueduto

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Portalegre / Elvas / São Brás e São Lourenço

Endereço / Local

-- -
Elvas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 30-07-1956, publicada no DG, II Série, n.º 210, de 5-09-1956 (com ZNA)

Zona "non aedificandi"

Portaria de 30-07-1956, publicada no DG, II Série, n.º 210, de 5-09-1956

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

Desde a época de ocupação árabe a povoação de Elvas era abastecida pelo Poço de Alcalá, situado perto do antigo Paço Episcopal (MORGADO, Amílcar, 1992). No entanto, a partir do século XV, devido ao aumento da população, o poço tornou-se insuficiente para abastecer de água a cidade. Logo no início do reinado de D. Manuel, o monarca autorizou o lançamento de um imposto, o Real de Água, para serem executadas obras de conservação do poço medieval.
Estas obras não resolveram os problemas de abastecimento existentes, pelo que a edilidade local pensou em construir um aqueduto que trouxesse a água desde os arrabaldes, no local da Amoreira, até ao centro da cidade.
Em 1537 D. João III designou o arquitecto Francisco de Arruda, mestre das obras do Alentejo e autor do Aqueduto da Prata de Évora, para executar o projecto do novo aqueduto de Elvas (RODRIGUES, Jorge, PEREIRA, Mário, 1995, p. 44). As obras iniciaram-se no mesmo ano, prosseguindo até 1542, data em que a extensão do canal chegava ao Convento de São Francisco.
Seguiu-se então a execução da parte mais complexa do projecto, uma vez que depois dos seis quilómetros iniciais já edificados, os arcos do aqueduto iriam aumentar de dimensão. A obra tornava-se cada vez mais onerosa, embora os impostos cobrados aos habitantes da cidade destinados à edificação do aqueduto fossem sendo aumentados ao longo dos anos.
Em 1547 as obras eram suspensas devido à falta de verbas, sendo retomadas somente em 1571. Esta segunda campanha de obras, que terá sido orientada pelo engenheiro Afonso Álvares, prosseguiu até 1580, quando a subida ao trono de Filipe I originou uma nova interrupção dos trabalhos.
A fábrica de obras foi retomada no início do século XVII, e cerca de 1610 concluíu-se que era necessário alterar o projecto do aqueduto, dando-lhe mais altura, para que fosse possível levar a água até ao Largo da Misericórdia (MORGADO, Amílcar, 1992). Esta decisão atrasou ainda mais a conclusão dos trabalhos, devido não só às dificuldades práticas relacionadas com o trabalho de engenharia como também pelo aumento dos custos do projecto.
Finalmente, em 1620 correram pelo aqueduto as primeiras águas dentro dos muros da cidade, que iam então desembocar numa fonte provisória construída junto à antiga Igreja da Madalena. No ano de 1622 estava concluída a Fonte da Misericórdia, que finalizava o percurso das galerias do aqueduto, tornando-se um dos pontos centrais da cidade.
O aqueduto, que se estende por uma extensão de cerca de oito quilómetros, comporta um conjunto de diversas galerias, que numa primeira zona são subterrâneas, e ao nível do terreno são formadas por quatro arcadas sobrepostas, apoiadas em pilares quadrangulares e fortalecidas por contrafortes semi-circulares, perfazendo uma altura de trinta e um metros.
Durante as Guerras de Restauração a defesa de Elvas, cidade fronteiriça da maior importância geo-estratégica, tornou-se um imperativo, e a localização do aqueduto transformou-se num obstáculo à construção de um novo conjunto de fortificações, pelo que os engenheiros militares puseram a hipótese de derrubar o aqueduto, possibilidade avalizada por D. João IV (Idem, ibidem).
A povoação de Elvas opôs-se a esta medida, e o Conde de São Lourenço, governador da Praça de Elvas, conseguiu através de uma petição à Coroa que o monarca desistisse da demolição. Para contornar as dificuldades do abastecimento da cidade durante a guerra foi edificada uma cisterna, desenhada pelo engenheiro Nicolau de Langres, e edificada na década de 50 do século XVII, segundo um modelo "abobadado e à prova de bomba" (RODRIGUES, Jorge, PEREIRA, Mário, 1995, p. 44), que foi ligada ao aqueduto através de um cano subterrâneo.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/ 9 de Maio de 2005

Images

Bibliografia

Título

História da Arte em Portugal - O Renascimento, vol. 6

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MARKL, Dagoberto, PEREIRA, Fernando António Baptista

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre)

Local

Lisboa

Data

1943

Autor(es)

KEIL, Luís

Título

O Aqueduto e a água em Elvas - Fontes Antigas, Caderno Cultural n.º 5

Local

Elvas

Data

1992

Autor(es)

MORGADO, Amílcar F.

Título

Elvas

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

PEREIRA, Mário, RODRIGUES, Jorge

Título

O Aqueduto da Amoreira e o sistema de abastecimento de água a Elvas, Monumentos, n.º 28, pp. 92-101

Local

Lisboa

Data

2008

Autor(es)

MASCARENHAS, José Manuel, QUINTELA, António de Carvalho