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Mosteiro da Batalha, compreendendo os túmulos, designadamente os de D. João I e da Rainha D. Filipa de Lencastre e do segundo Conde de Miranda - detalhe

Designação

Designação

Mosteiro da Batalha, compreendendo os túmulos, designadamente os de D. João I e da Rainha D. Filipa de Lencastre e do segundo Conde de Miranda

Outras Designações / Pesquisas

Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória / Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Mosteiro

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Leiria / Batalha / Batalha

Endereço / Local

Praça do Mosteiro
Batalha

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Decreto de 10-01-1907, DG, n.º 14, de 17-01-1907 (classificou com a designação de Mosteiro da Batalha)

ZEP

Portaria n.º 714/77, DR, I Série, n.º 268 de 19-11-1977 (com ZNA) (ver Portaria)
Edital de 31-03-1975 da CM da batalha
Despacho de homologação de 31-01-1975
Parecer favorável de 31-01-1975 da 4.ª Sub-Secção da 2.ª Secção da JNE
Proposta de alteração de 2-01-1975 da DGEMN
Despacho de homologação de 21-10-1971
Parecer de 15-10-1971 da 4.ª Sub-Secção da 2.ª Secção da JNE a propor a revisão da ZEP
Portaria de 12-09-1967, publicada no DG, II Série, n.º 223, de 23-09-1967
Despacho de homologação de 6-07-1967
Parecer favorável de 3-07-1967 da 4.ª Sub-Secção da 2.ª Secção da JNE
Proposta de 20-09-1966 da DGEMN

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 714/77, DR, I Série , n.º 268 de 19-11-1977

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

Inscrito na Lista da UNESCO

General Description

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, vulgo Batalha, encontra-se implantado num vale aluvionar, com as seguintes coordenadas GPS: latitude: 39º39'36.41 N; longitude: 8º49'31.60 W. A norte, nascente e sul, confronta com o casario da vila da Batalha, e a poente, com o IC2.
O conjunto conventual dominicano conservado inclui: a igreja e a respetiva sacristia; os claustros (de D. João I e de D. Afonso V) com as dependências anexas correspondentes; duas capelas funerárias autónomas (Capela do Fundador e Capelas Imperfeitas). Foi construído entre aproximadamente 1387 e 1533. O projeto inicial comportava apenas a igreja, a sacristia e o claustro que lhe é anexo. Entre 1541 e 1562, aproximadamente, edificaram-se a última cerca conventual e outros dois claustros, demolidos no último terço do século XIX.
História
A edificação do mosteiro da Batalha resulta de um voto feito à Virgem, por D. João I, no dia anterior à batalha de Aljubarrota, que, por sua vez, teve lugar na véspera da festa da Assunção de Nossa Senhora, a 14 de Agosto de 1385. Ao símbolo votivo que o edifício representava, veio juntar-se um novo significado como panteão da dinastia de Avis, a partir de 1416.
A obra conservada inscreve-se nos períodos gótico radiante, flamejante e linear, e nas épocas manuelina e renascentista. O primeiro projeto manifesta a tradição patente nas obras do deambulatório da Sé de Lisboa e no coro alto de São Francisco de Santarém, refletindo as aquisições gerais da arquitetura mendicante em território nacional, desde o início do século XIII. Os trabalhos de conclusão da igreja e do claustro adjacente, bem como os da Capela do Fundador e a obra inicial das Capelas Imperfeitas acusam uma formação norte-francesa, catalã e possivelmente borgonhesa do segundo arquiteto, Huguet. A obra deste mestre, falecido em 1438, é continuada por Martim Vasques, cuja arquitetura não se distingue da do seu antecessor. Fernão de Évora, que dirigiu o estaleiro de 1448 a 1477, faz a sua aprendizagem com Martim Vasques, de quem era sobrinho, tendo trabalhado certamente na abóbada da sala capitular, na conclusão do primitivo dormitório, na construção do refeitório e no prosseguimento do panteão de D. Duarte (Capelas Imperfeitas). Porém, a sua obra mais conhecida é o segundo claustro, de D. Afonso V, que se distingue pela reação austera às soluções arquitetónicas e decorativas flamejantes.
A arquitetura de Fernão de Évora é afim da de edifícios que se encontram no território da antiga Coroa de Aragão e teve ecos importantes na encomenda régia e principesca em Portugal, nomeadamente no claustro do mosteiro do Varatojo e na igreja de Santiago do castelo de Palmela. Mateus Fernandes, sucessor de Fernão de Évora, dispensado da obra em 1480, por D. João II, e readmitido em 1490, é o pai da arquitetura que, no século XIX, se consagrou com o nome de manuelina. Além da prossecução das Capelas Imperfeitas, D. Manuel I encarrega-o de uma importante atualização estética do claustro mais antigo (Claustro Real ou de D. João I), da construção de uma nova sala capitular no canto nordeste do mesmo, através da compartimentação do primitivo dormitório (demolida à volta de 1940) e da abertura de um portal monumental alinhado com a porta que dá acesso da igreja ao claustro. As soluções de abobadamento que utilizou nas capelas radiantes do antigo panteão de D. Duarte e aquela que preconizou para a cobertura do octógono visível nos arranques das nervuras correspondentes mostram a continuação da aprendizagem do arquiteto num contexto extranacional, durante o período de ausência da Batalha, certamente o estaleiro da Capela do Condestável, na catedral de Burgos.
Em 1528, João de Castilho é chamado a continuar a obra do antigo panteão de D. Duarte, depois de D. Manuel e agora de D. João III, de que apenas construiu a abóbada do vestíbulo.
Pedro Redol
DGPC / Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2017

Other Descriptions

Os jardins dos claustros

Type

Enquadramento Arquitectónico, Urbano e Paisagístico

Description

Jardins
O Mosteiro da Batalha localiza-se no sopé de uma encosta exposta a nascente, a 400m do Rio Lena na confluência de vários cursos de água. Integra dois claustros ajardinados, o Claustro Real e o Claustro de D. Afonso V. Nas respetivas quadras, cruzadas por caminhos de terra batida, distinguem-se quatro canteiros delimitados por sebes talhadas, centrados por ciprestes. Os do primeiro são preenchidos com motivos geométricos de buxo e os do segundo com prados e roseiras. No Claustro Real, de 55m de lado, o jardim ajusta-se ao lavabo implantado no canto noroeste, nas imediações da cozinha e do refeitório. O Claustro de D. Afonso V, cujos lados se aproximam a 45m, é mais sóbrio, sendo centrado por um tanque circular de cantaria no qual jorra água de uma pequena fonte encimada por um vaso de pedra.
Na envolvente, a sul e para além dos limites da desaparecida cerca, destacam-se os largos da Vitória, contíguo à fachada poente do mosteiro e do Condestável marcado pela estátua equestre de D. Nuno Álvares Pereira. Incluem-se num programa abrangente de carácter modernista, no qual a vastidão das plataformas, as soluções despojadas e o contraste de escalas apelam à monumentalidade.
História
As obras iniciais atribuídas a Afonso Domingues remontam a 1388. Contemplaram a igreja, dependências monásticas e o Claustro Real, referido como construído por 1426, em tempos de mestre Huguet. O claustro afonsino de meados do século XV é atribuído a Fernão de Évora. As campanhas manuelinas decorreram de 1501 a 1528, sucedendo no cargo de mestre das obras Mateus Fernandes pai e filho, foram então preenchidas as bandeiras do Claustro Real e do corpo do lavabo, objeto de outras alterações. Admite-se que em 1551 tenham arrancado novas obras, sendo mestre Miguel de Arruda. Prolongou-se o edifício a nascente pelos claustros da portaria e da botica.
A bibliografia recente tem enaltecido soluções arquitetónicas, construtivas e hidráulicas, preterindo os jardins referidos no passado. Frei Luís de Sousa na História de S. Domingos datada de 1623, descreve a crasta ou Claustro Real, como "dividida em ruas, e passeios e grandes canteiros povoados de diversidade de arvores e flores", "No meyo [da qual se] abre um grande poço de muyta agua". Refere o jardim dos noviços e "huma grande cerca de vinha, e pumares que colhe dentro huma boa ribeira de muita agoa", murada pelos anos 40 do século anterior. Desenhos e gravados de finais do séc. XVIII e princípios do XIX são consentâneos com estas descrições.
O conjunto veio a sofrer diversas vicissitudes. Durante a Terceira Invasão Francesa ardeu parte do edifício a nascente (1811). Seguiu-se a extinção das ordens religiosas (1834), a incorporação do edifício na Fazenda Pública e a desanexação da cerca. A partir dos anos 40 do séc. XIX, altera-se profundamente o mosteiro, seguindo orientações Mouzinho de Albuquerque, inspetor-geral de Obras Públicas. Os claustros quinhentistas foram demolidos. No Claustro Real as intervenções não se limitaram aos gigantes, bandeiras dos arcos e lavabo: na década de 60 desmontou-se o lago central arruinado e construiu-se o bocal da cisterna, ao qual se associaria uma bomba manual; de 1871 a 77 ajardinou-se a quadra, delimitaram-se os canteiros com lancis e introduziram-se 6 vasos "ornatados". No claustro afonsino as intervenções consideraram: pelos anos 50 o tanque central, o arranjo decorativo com canteiros e bancos de pedra; nos anos 60 e 70 a pavimentação e o "caramanchão". Estas recriações oitocentistas de jardins claustrais foram depuradas posteriormente. No séc. XX realizaram-se várias alterações. Geometrizaram-se sebes e plantaram-se ciprestes.
A envolvente foi objeto de várias intervenções, destacando-se as propostas de Viana Barreto, arquiteto paisagista, para os espaços contíguos ao mosteiro em 1964-65.
Rita Basto (estágio curricular AP), Mário Fortes e Teresa Portela Marques (orientadores de estágio)
DGPC, 2015

Capela do Fundador

Type

Caracterização Arquitectónica

Description

Imóvel
A Capela do Fundador, mandada construir por D. João I, em data incerta após 1415, encontra-se adossada à nave lateral sul da igreja, com a qual comunica através de um portal. Está alinhada, a poente, com a fachada principal da igreja. A sua planta é quadrangular e apresenta três lados livres.
Uma torre lanterna de base octogonal eleva-se ao centro, apoiada, interiormente, em pilares compostos em forma de cunha e, exteriormente, em arcobotantes. O edifício é coroado, em ambos os andares, por platibandas flordelisadas e pináculos acogulhados. Em cada fachada livre do corpo inferior, rasgam-se três janelas amplas; na torre lanterna, observa-se uma janela por lado.
Interiormente, a torre lanterna com abóbada de estrela de oito pontas e oito chaves secundárias, assenta em arcos peraltados acairelados, ligados à estrutura exterior através de abóbadas trapezoidais de nervuras. O espaço central é ocupado pelo túmulo de D. João I e de D. Filipa de Lencastre. No lado sul, abrem-se quatro arcossólios que abrigam, de nascente para poente, os túmulos de: infante D. Fernando; infante D. João e sua mulher; infante D. Henrique; infante D. Pedro e sua mulher. No lado nascente, outras tantas edículas conservam vestígios de altares destinados a celebrações relacionadas com os quatro túmulos acabados de referir. As edículas do lado poente, primitivamente encerradas por portas de madeira, serviam como sacristias relativamente aos altares referidos. No final do século XIX e início do século XX, receberam os túmulos neogóticos de D. Afonso V e sua mulher, de D. João II e do príncipe D. Afonso, cujos restos mortais para ali foram trasladados em 1901. Diante do túmulo do fundador, entre dois pilares, existiu igualmente um altar monumental, que com os restantes atestava a utilização litúrgica daquele espaço. Tanto os capitéis dos pilares como a abóbada estrelada e os túmulos mais antigos apresentam restos de pintura e douramento.
História
A Capela do Fundador resulta de uma alteração ao programa geral do conjunto conventual, num momento em que D. João I, certamente influenciado pelo filho, D. Duarte, decidiu associar ao mesmo um mausoléu destinado à dinastia que com ele se inaugurou. Descontinuidades no aparelho das paredes voltadas a norte mostram que foi necessário desmontar dois contrafortes, quando se procedia já ao encerramento da igreja no flanco sudoeste.
O projeto deste primeiro mausoléu autónomo da casa real portuguesa é de Huguet, tendo a obra respetiva sido completamente acompanhada, até à sua conclusão, à volta de 1434, pelo arquiteto. Assim, é o edifício que melhor permite caracterizar a arte deste mestre, tributária da tradição arquitectónica desenvolvida nos territórios da Coroa de Aragão, onde, conforme notaram Mário Tavares Chicó e Jean-Marie Guillouët, podem encontrar-se vários termos de comparação para a solução de cobertura da torre lanterna, mas não apenas. De facto, a espacialidade e a morfologia de certos elementos construtivos, como, por exemplo, os pilares, remetem para inovações operadas na Borgonha e, entretanto, introduzidas na Península Ibérica. O seu aparecimento simultâneo na antiga Coroa de Aragão e em Portugal reforça a hipótese de uma primeira educação de Huguet em território francês.
Pedro Redol
DGPC / Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2017

Capelas Imperfeitas

Type

Caracterização Arquitectónica

Description

Imóvel
Capelas Imperfeitas é a denominação que se consagrou para o mausoléu que D. Duarte mandou construir a nascente da cabeceira da igreja, a partir de 1437. A planta do edifício consta de um octógono do qual irradiam sete capelas. O lado sobrante do octógono foi deixado aberto para um grande portal. Um vestíbulo, retangular no encosto ao edifício referido, estabelece a ligação à cabeceira da igreja através de dois muros encastrados entre as capelas colaterais. O espaço entre as capelas radiantes foi fechado exteriormente, aproveitando-se o espaço assim criado para sacristias. Em cada capela existe um arcossólio e, do lado oposto, um nicho na parede, destinado à colocação de objetos litúrgicos durante as celebrações. Dispositivos idênticos observam-se nas paredes norte e sul do vestíbulo, tendo sido aberto o tardoz daquele para permitir o acesso ao edifício, uma vez que a ligação à igreja nunca se efetivou.
História
O mausoléu foi iniciado em 1437, após a aquisição pelo rei do necessário terreno. Até à morte de D. Duarte, no ano seguinte, em que morre igualmente o arquiteto, pouco mais terá sido realizado do que os alicerces. Porém, a obra prosseguiu com o regente D. Pedro e depois com D. Afonso V, sob a direção de Martim Vasques e de Fernão de Évora, até aproximadamente 1477, sem alterações projetuais significativas: foram levantadas todas as capelas, iniciando-se o abobadamento das mesmas em ordem alternada, com voûtes plates mas completando-se apenas uma das abóbadas. A marca de Fernão de Évora ficou apenas nas nervuras e chaves despojadas que lembram as do claustro de D. Afonso V. Em 1480, Mateus Fernandes, mestre das obras da Batalha, foi dispensado destas funções por D. João II. Até 1490, ano em que é reintegrado, a obra esteve parada.
Os trabalhos reiniciam-se com a subida ao trono de D. Manuel I que, a par de outras obras no conjunto conventual, aprova um projeto contemplando a conclusão das capelas, um portal novo, a construção de contrafortes maciços, de função puramente retórica, entre os janelões do corpo central, e o encerramento do edifício com uma monumental abóbada de dezasseis chaves secundárias. A escultura do portal e dos janelões não tem precedentes em Portugal, constituindo a primeira manifestação (a par das do claustro de D. João I) daquilo a que, no século XIX, se viria a chamar "manuelino". As soluções de abobadamento, tanto das capelas radiantes intercalares, que por então não tinham ainda obra iniciada, como do corpo central, tão-pouco têm antecedentes em Portugal, conhecendo-se, aliás, apenas um outro caso contemporâneo, da autoria do mesmo arquiteto, na capela-mor da igreja de Nossa Senhora Pópulo de Caldas da Rainha. A nova tipologia de abóbada estrelada surgira, entretanto, na Capela do Condestável da catedral de Burgos, onde é mais do que provável que Fernandes tenha trabalhado durante o interregno da Batalha. Uma outra novidade, com futuro na arquitetura religiosa desta época, foi a evocação retórica da arquitetura fortificada, através do espessamento dos contrafortes e a abertura de um caminho de ronda (ao nível dos terraços), sem qualquer finalidade estática.
Desacelerada a obra com a morte de Mateus Fernandes, em 1515, é assumido pelo rei o protagonismo de Santa Maria de Belém, não sem deixar ao seu sucessor o encargo testamentário de concluir o mausoléu da Batalha.
Entre 1528 e 1532, João de Castilho teve a seu cargo as obras da Batalha, tendo projetado e construído as abóbadas do vestíbulo - que, porém, não ligou às da igreja, demolindo o tardoz das colaterais adjacentes à capela-mor - e desenhou uma tribuna de gosto clássico para sobrepor ao grande portal.
Pedro Redol
DGPC / Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2017

Igreja

Type

Caracterização Arquitectónica

Description

Imóvel
Com planta em cruz latina, de cabeceira composta por capela-mor saliente e quatro capelas colaterais niveladas entre si, todas de abside poligonal (com cinco e três lados respetivamente), a igreja possui um portal na fachada principal, a poente, e outro no braço sul do transepto. A torre sineira, rematada por um alto coruchéu vazado, foi implantada sobre o extremo norte do transepto. O corpo da igreja é composto por três naves, sendo a central mais alta do que as laterais.
Esta conceção espacial, juntamente com o ritmo de fenestração das naves laterais e do clerestório, e com a composição da cabeceira é afim da de muitas igrejas góticas mendicantes portuguesas. As grandes diferenças de base relativamente a esta tradição consistem na muito maior escala do edifício e no facto de este ser completamente abobadado. Outra diferença substancial refere-se à altura da capela-mor, equiparada à do transepto. Esta última particularidade, juntamente com a abertura de dois janelões no topo de cada lado do coro e com o abobadamento de voûtes plâtes, são sinais distintivos da intervenção do segundo arquiteto, Huguet, que concluiu as obras da igreja. A ele se devem ainda a torre sineira, grande parte das bandeiras de janelas, os coruchéus das torres de escada e as platibandas e pináculos que rematam as cornijas do edifício.
De Afonso Domingues são a totalidade das capelas colaterais e as naves laterais. Os pilares da igreja, os capitéis, de cesto claramente visível por debaixo da decoração, em que aparecem com frequência pequenas cabeças humanas, e o sistema de abobadamento destas partes do edifício, com nervuras de secção quadrangular boleada, correspondem a idênticos elementos no deambulatório da Sé de Lisboa.
Da mesma época é o portal lateral, de três arquivoltas recortadas com arquilhos e um motivo em ziguezague, coroado por gablete com desenvolvido tratamento heráldico das armas de D. João I e de sua mulher, podendo apontar-se-lhe como antecessor o portal de S. Francisco de Santarém. Os pináculos sobre-elevados que o ladeiam são já uma solução de harmonização desenhada por Huguet. Foi este arquitecto quem fechou o transepto e a nave central, desenhando e acompanhando a construção do portal principal e dos janelões. A solução de coberturas de reduzida inclinação, invisíveis desde o nível térreo, que, no caso das naves laterais, consiste inclusivamente em terraços, bem como os remates retos da fachada principal denunciam a formação parcialmente mediterrânica de Huguet. Os elementos distintivos da obra deste arquitecto são as nervuras de perfil triangular, os capitéis e fechos de abóbada abundantemente recobertos de decoração.
História
Construída aproximadamente entre 1387 e 1440, a igreja destinou-se ao serviço da comunidade de Frades Pregadores que habitou o convento desde 1388 até 1834. Em 1835, D. Maria II cedeu o seu usufruto à paróquia da Batalha, que se mantém na atualidade. As capelas colaterais eram inicialmente da invocação de (de norte para sul): Santa Bárbara, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Pranto (ou da Piedade), S. Miguel. Atualmente a antiga capela de Santa Bárbara é da invocação do Santíssimo Sacramento. A capela de S. Miguel é também conhecida por Capela dos Sousas por ter sido dada por D. João I a D. Lopo Dias de Sousa, para sua sepultura e de seus descendentes. Abriga, ainda hoje, o túmulo de D. Diogo Lopes de Sousa. Existiu, no topo norte do transepto, a capela de Jesus, cujo retábulo foi apeado em 1946.
Pedro Redol
DGPC / Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2017

Portal principal da igreja

Type

Caracterização Arquitectónica

Description

Imóvel
Encaixado entre dois contrafortes, a nascente, no eixo maior da igreja, o portal principal é constituído por seis arquivoltas ogivais, em cujos pés direitos se alojam as imagens dos doze apóstolos, pousadas em mísulas e sobrepujadas por baldaquinos. Os toros das arquivoltas repousam sobre colunelos que se prolongam até à sanca, na base do portal. O espaço entre colunelos, abaixo das mísulas que sustentam os apóstolos, é ocupado por uma grelha de pinázios unidos, no topo, por arcos contracurvados. Nas mísulas, observam-se representações da heráldica régia, bem como de temário dominicano e mitológico.
O arco exterior, acogulhado, que emoldura o portal diverge, no topo, em forma conopial, sendo rematado por um pináculo acogulhado Entre os dois arcos, sob um baldaquino, vê-se a Coroação da Virgem.
Nas arquivoltas, são representados, sob baldaquinos, de dentro para fora: serafins; anjos músicos; profetas; reis do Antigo Testamento; santos mártires e confessores; santas e mártires. O tímpano é dominado, ao centro, por Cristo em majestade, que abençoa com a mão direita ao mesmo tempo que segura o orbe do mundo sobre o joelho esquerdo. Em torno desta representação da Maiestas Domini, dispõem-se simetricamente os quatro evangelistas, acompanhados dos seres alados que os simbolizam. A base do tímpano é curva, debruada com folhas enroladas e acairelada.
História
Uma parte muito significativa da escultura do portal principal foi substituída, durante as campanhas de restauro do monumento, na segunda metade do século XIX: escultura figurativa e arquitetónica das arquivoltas; S. Lucas e S. Marcos, do tímpano; o apostolado completo e as mísulas que o suportam; alguns dos baldaquinos correspondentes e a rede de pinázios e arcos conopiais que lhes subjaz. Apesar disso, subsistem, tanto in situ como em depósito e exposição, testemunhos suficientes para uma caracterização que permita formular hipóteses sobre as raízes da arte manifesta no portal.
Segundo Jean-Marie Guillouët, a realização do portal principal da igreja batalhina é datável entre 1420 e 1440, sendo o seu projeto e direção de obra de Huguet. As características plásticas e iconográficas, tanto do portal como de outras obras atribuídas ao mesmo arquiteto no mosteiro da Batalha, levaram aquele autor a admitir a sua formação no norte de França e posterior atividade no território da antiga Coroa de Aragão, antes de ter vindo para Portugal. Nas mísulas do portal principal, deteta-se o labor de uma oficina anterior à chegada de Huguet, resultando a restante escultura do trabalho de artistas que com ele viajaram até à Batalha.
Pedro Redol
DGPC / Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2017

Sacristia

Type

Caracterização Arquitectónica

Description

Imóvel
De planta retangular, este edifício encontra-se adossado ao lado norte do transepto da igreja, com acesso, a partir da mesma, pela capela do Santíssimo Sacramento. É-lhe anexa, no canto norte-poente, a casa forte. Possui igualmente uma ligação à casa do capítulo, que lhe é adjacente, vedada pelo espaldar do arcaz, desde o final do século XVIII.
A sacristia é coberta por dois tramos transversais de abóbadas de cruzaria de ogivas assentes em mísulas cónicas de decoração vegetalista. No tramo nascente, rasgam-se duas janelas. Sob as mesmas, abre-se um lavabo com reservatório, quatro bicas e bacia, pertencente ao período inicial de edificação. No tramo poente, topo da parede norte, observa-se uma plataforma, sustentada por balhesteira e adossada a uma porta, certamente destinada a servir um piso superior que, devido à mudança de projeto para o abobadamento da casa capitular, foi inviabilizada.
A casa forte, inserida no maciço que constitui a base da torre do relógio, é coberta por uma abóbada de berço quebrado, apresentando duas prateleiras de pedra encastradas na parede poente.
História
A sacristia e a casa forte foram construídas na primeira época de edificação do conjunto conventual, sob a direção de Afonso Domingues (c.1387-c.1406), conforme revela a tipologia do abobadamento e das suas nervuras, bem como a decoração de mísulas, capitéis e chaves de abóbada.
Pedro Redol
DGPC / Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2017

Claustro de D. Afonso V e dependências anexas

Type

Caracterização Arquitectónica

Description

Imóvel
O claustro de D. Afonso V é adjacente ao de D. João I, no lado norte. De planta quadrangular, o edifício é composto por quatro galerias em dois pisos, possuindo dependências anexas, nos lados norte, nascente e poente, que sofreram numerosas adaptações a diferentes usos ao longo da sua história. Esta obra é da responsabilidade do arquiteto Fernão de Évora (ativo, na Batalha, entre 1448 e 1477).
As galerias do piso térreo são abobadadas, enquanto as do piso superior são cobertas por telhado com forro de madeira. Cada tramo do piso térreo é coberto por uma abóbada de cruzaria de ogivas, de secção quadrangular chanfrada, e separado dos tramos adjacentes por torais idênticos, a que correspondem contrafortes nas fachadas voltadas ao jardim. No fecho das cruzarias, veem-se chaves com motivos heráldicos de D. Afonso V. As nervuras assentam em mísulas prismáticas. Os tramos abrem-se para o pátio ajardinado através de janelas de espelho duplo e parapeito alto, apoiadas em colunas geminadas, com bases, fustes e capitéis prismáticos. Nas galerias superiores, o apoio do telhado faz-se diretamente em colunas simples, com formas idênticas às já referidas.
História
As fachadas interiores e exteriores foram completamente remodeladas durante os restauros iniciados em 1841, sendo entaipadas umas aberturas e encerradas outras, e substituindo-se, além disso em todas, o recorte reto pelo ogival. Esta intervenção drástica prendeu-se com a refuncionalização dos espaços e com o desejo de uniformização visual das fachadas em contexto neogótico. A ala nascente, que era partilhada com o desaparecido claustro da botica, possuindo uma fachada exterior com aberturas em três andares, foi redesenhada, desaparecendo o nível intermédio e recuando, no superior, para dar lugar a uma varanda. A reafectação do claustro a novas funções, a partir da segunda metade do século XIX, implicou, entre outras coisas, a construção de um piso intermédio na ala norte.
Enquanto parte do conjunto conventual, apenas temos uma ideia precisa das funções a que o claustro foi afetado, a partir de meados do século XVI, altura em que se operou a reforma que levou à construção de outros dois claustros, demolidos na segunda metade de Oitocentos: no piso superior, a ala poente era ocupada pelo noviciado, a norte, pelas celas dos frades professos e, a nascente, pela hospedaria; no piso térreo, a ala poente compreendia, de norte para sul, um lagar de vinho, o armazém do azeite, a casa da lenha, um refeitório secundário e a despensa, enquanto, nas alas norte e nascente, se encontravam instaladas oficinas e arrecadações diversas. Naturalmente, desde o século XV, foi este um claustro de serviço, por contraste com o claustro De profundis - o de D. João I -, destinado a leituras sagradas, oração, procissões e sepultura.
De um ponto de vista estilístico, o claustro de D. Afonso V contrasta com o de D. João I pela extrema sobriedade, correspondendo a uma reação à estética flamejante que Vergílio Correia primeiro apelidou de "gótico linear" e cujas fontes José Custódio Vieira da Silva situou nos territórios da antiga Coroa de Aragão. Conhecem-se outras manifestações desta reação na encomenda régia e principesca portuguesa, de que são exemplo o claustro do mosteiro de Santo António do Varatojo, alguns edifícios da reforma henriquina do Convento de Cristo e a igreja do castelo de Santiago, em Palmela. O claustro de D. Afonso V foi inovador também por ter sido o primeiro claustro português a possuir mais do que um piso.
Pedro Redol
DGPC / Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2017

Claustro de D. João I e dependências anexas

Type

Caracterização Arquitectónica

Description

Imóvel
Também denominado Claustro Real, de planta quadrada, encosta-se à nave lateral norte da igreja, com a qual comunica no extremo nascente. Consta de quatro galerias, abertas para o pátio. A nascente, alinhada ao centro, encontra-se a casa capitular. Adjacente a toda a galeria norte, a Adega dos Frades foi provavelmente pensada, no projeto mais antigo, como dormitório, tendo depois sido utilizada, numa parte, como adega e, noutra, como sala capitular. O refeitório foi encostado a uma parte da galeria poente, sendo-lhe contígua, a norte, a cozinha, separada da Adega dos Frades por um corredor. Na parede nascente do claustro, abre-se uma porta para o exterior, numa zona que nunca fez parte da cerca. No final do século XVIII estava entaipada, solução revertida apenas após o início do restauro do monumento, em 1841. É possível que tenha sido pensada para comunicar com uma portaria a encaixar entre a igreja e o refeitório.
História
A construção do claustro de D. João I foi iniciada por Afonso Domingues a par da igreja (começada à volta de 1387). Sob a sua direção foram levantadas as galerias sul e nascente, e, a par desta, a fachada e as paredes da casa do capítulo. Excepto ao centro, em que há passagens para o jardim, as galerias comunicam com o pátio através de amplos janelões com parapeito baixo, à razão de um por tramo, cujas abóbadas de cruzaria de ogivas com cadeia se apoiam em pilares fasciculados, compostos por colunelos adossados às paredes. Nestas obras, são reconhecíveis todas as características da obra de Domingues, nomeadamente na secção quadrangular boleada das nervuras, nas bases dos colunelos e ábacos redondos dos capitéis, na composição dos pilares e na escultura arquitetónica. As restantes duas galerias foram erigidas sob a direção de Huguet (1406-1438), apresentando igualmente as características formais específicas do seu labor: secção triangular das nervuras, bases de colunelos e ábacos de capitéis poligonais, escultura arquitetónica mais exuberante e movimentada. No entanto, não há alterações à forma geral do edifício. No decurso do restauro do século XIX, foi aplicada uma platibanda com seus pináculos nas fachadas do claustro que dão para o pátio, imitando o coroamento antigo da igreja.
Da época flamejante (de Huguet) são o refeitório e talvez os tramos mais a nascente da Adega dos Frades. A abóbada da casa capitular, estrelada de oito pontas, com oito chaves secundárias, cujo antecedente é a abóbada central da Capela do Fundador, foi decerto projetada pelo mesmo arquiteto. Porém, a sua construção foi ultimada apenas no reinado de D. Afonso V, cujo brasão se vê na chave principal, sob a direção de mestre Fernão de Évora, ativo na Batalha até 1477. Tanto quanto se sabe, a casa do capítulo nunca serviu as funções a que foi destinada, uma vez que ali tiveram de ser recolhidos os túmulos de D. Afonso V e sua mulher, bem como o do infante D. Afonso, seu neto, inacabado que estava o mausoléu iniciado por D. Duarte (Capelas Imperfeitas). Os despojos correspondentes foram trasladados para a Capela do Fundador em 1901. Em 1921, foi instalado o monumento ao Soldado Desconhecido naquele espaço. Da responsabilidade de Huguet é igualmente a conclusão da Adega dos Frades, em cujo topo poente se veem também as armas de D. Afonso V.
No início do reinado de D. Manuel, sob a direção de Mateus Fernandes, foram realizadas diversas obras complementares no claustro e suas dependências, que inauguraram o ciclo manuelino em Portugal: o lavabo, o preenchimento decorativo de todos os vãos das galerias e do pavilhão do lavabo, a construção de uma casa capitular no extremo nascente da Adega dos Frades. Esta última intervenção compreendeu a elevação de uma parede a toda a altura, que compartimentava aquela secção, demolida na década de 1940, e um portal monumental ainda hoje visível.
Pedro Redol
DGPC / Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2017

Portal lateral da igreja

Type

Caracterização Arquitectónica

Description

Imóvel
Aberto no topo do braço sul do transepto, o portal lateral da igreja é composto por três arquivoltas decoradas e uma moldurada, assentes em colunas de fuste liso, e superiormente enquadradas por um gablete. Neste inscrevem-se, à direita, as armas de D. João I e, à esquerda, as de D. Filipa de Lencastre, inseridas em molduras de traçado misto, circundadas por folhas de acanto, com enquadramento exterior quadrangular. As armas são sobrepujadas por coroas e baldaquinos de três andares.
Acima destes elementos, ao centro, observa-se o brasão real português, composto de escudo à valona sobre cruz de Avis, elmo e grifo, encimados por um baldaquino. Duas das arquivoltas decoradas apresentam arquilhos e a outra, um motivo em ziguezague. O arco do vão é trilobado e o gablete, exteriormente bordejado por enrolamentos de folhas e superiormente rematado por um pináculo acogulhado.
O conjunto do portal é lateralmente limitado por dois andares de colunelos até ao arranque dos pináculos, que, nivelados com o topo do gablete, assentam em pegões de dois andares. No mesmo tipo de colunelos, apoia-se a moldura do arco exterior, debruada de folhagem no extradorso.
História
O projeto do portal lateral e boa parte da sua execução datam da primeira campanha de obras da Batalha, sob a direção de Afonso Domingues (1387-1406), seguindo o modelo geral do portal do convento de S. Francisco de Santarém e, nos capitéis, o do deambulatório da Sé de Lisboa. Os pináculos e o bordo de folhagem do gablete são alterações introduzidas no período seguinte.
Todos os baldaquinos e o brasão foram substituídos por ocasião dos restauros iniciados em 1841, tendo-o sido novamente o brasão, no início dos anos de 1990.
Pedro Redol
DGPC / Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2017

Images

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