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Convento e Basílica de Mafra / Palácio Nacional de Mafra - detalhe

Designação

Designação

Convento e Basílica de Mafra / Palácio Nacional de Mafra

Outras Designações / Pesquisas

Real Edifício de Mafra - Palácio, Basília, Convento, Jardim do Cerco e Tapada (em vias de classificação) / Convento e Basílica de Mafra / Museu de Escultura Comparada (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Tapada de Mafra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Lisboa / Mafra / Mafra

Endereço / Local

Terreiro de D. João V
Mafra

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Anúncio n.º 42/2018, DR, 2.ª série, n.º 62, de 28-03-2018 (ver Anúncio)
Despacho de 22-01-2018 da diretora-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de classificação
Proposta de 20-01-2018 da DGPC para a classificação do Real Edifício de Mafra - Palácio, Basília, Convento, Jardim do Cerco e Tapada
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a Basílica de Mafra) (ver Decreto)
Decreto de 10-01-1907, DG, n.º 14, de 17-01-1907 (classificou o Convento de Mafra)

ZEP

Portaria n.º 178/92, DR, II Série, n.º 127, de 2-06-1992 (com ZNA) (rectificou o perímetro da ZEP)
Portaria de 13-04-1965, publicada no DG, 2.ª série, de 5-05-1965 (substitui a portaria anterior)
Portaria de 18-05-1948, publicada no DG, 2.ª série, de 29-06-1948

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 178/92, DR, II Série, n.º 127, de 2-06-1992

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

O monumento mais importante do reinado de D. João V, que tanto influenciou a arquitectura portuguesa subsequente, inscreve-se numa lógica complexa, assente sobre princípios que pretendiam legitimar a autoridade do monarca a nível interno e externo. Na realidade, esta duplicidade de políticas esteve sempre presente nas opções do Magnânimo, condicionada pelas escolhas de D. Pedro II, mas plenamente assumida e defendida no decorrer do seu reinado. Se a imposição do seu poder no interior do país era importante, a denominada política romana visava impor Portugal no mapa europeu, ao nível das mais importantes nações, como eram França e Espanha (PIMENTEL, 1992, p.24). A Mafra (formado pelo conjunto Palácio Real, Basílica e Convento) "simbólica e imensurável, caber-lhe-ia fornecer a ilustração visual e retórica de um poder absoluto, que alcançara fundir no seu corpo gigantesco a totalidade das referências que polarizam a lealdade da Nação" (IDEM, p.18 e 225).
Os estudos de A. Filipe Pimentel, que temos vindo a seguir, permitiram que, hoje, sejam relativamente claras as fases de evolução da ideia e das obras deste imenso complexo arquitectónico. As fontes nacionais parecem concordar em relação ao voto sucessório feito por D. João V, em consequência do qual o monarca autorizou, em 1711, a edificação de um convento franciscano em Mafra. Todavia, nos anos que medeiam entre 1711 e 1717, data do lançamento da primeira pedra, ocorreu uma primeira alteração de planos, e os alicerces abertos em 1716 tinham já em vista um convento de 80 monges e não de 13, como estava originalmente previsto. O risco deste primeiro templo é, actualmente, atribuído, sem grande contestação, ao arquitecto João Frederico Ludovice, natural da Suábia e que viera para o nosso país, em 1701, como ourives.
Os trabalhos desta fase prolongar-se-iam até aos primeiros anos da década de 1720 (1721-1722), quando D. João V reformulou por completo a sua ideia para Mafra, ampliando o convento de forma a poder receber 300 monges. A esta modificação de planos não deverá ser estranho o ainda mal esclarecido abandono do projecto da Patriarcal (em 1719), que o rei pretendia construir na capital, sob o risco do italiano Juvara. O facto da igreja estar já num estado bastante avançado implicou a sua manutenção, adaptando-se e ampliando-se o restante plano, ainda sob a responsabilidade de João Frederico Ludovice. As obras avançaram a um ritmo extraordinário e, de todos os pontos do reino chegaram trabalhadores, transformando Mafra num dos maiores estaleiros que o nosso país conheceu. Sagrada a igreja em 1730, o restante complexo ainda demoraria a ficar totalmente concluído, por aqui passando uma série de arquitectos, cuja obra é, ainda, mal conhecida (Custório Vieira que se sabe ter desenhado a escadaria dupla da portaria-mor do convento; Manuel da Maia; João Pedro Ludovice), e todo um conjunto de artistas (pintores, escultores, entalhadores...), boa parte dos quais italianos (o escultor Vicenzo Foggini, ou os pintores Agostino Masucci e Corrado Giaquinto), e o francês Claude Laprade, que imprimiram uma magnificência extraordinária aos interiores do palácio, de que destacamos a Basílica e a Biblioteca, esta última numa fase mais tardia.
Sobre os modelos arquitectónicos muito se tem discutido, embora seja consensual a influência romana (principalmente de São Pedro), germânica e ainda a persistente tradição nacional, bem visível nos ritmos uniformes. A igreja axial une os palácios do Rei e da Rainha, papel que a biblioteca desempenha no extremo oposto, envolvendo ainda o convento, estruturado em torno de um pátio (IDEM, 1991, p.37). Nestas componentes áulicas, eclesiásticas, militares e de saber, se estrutura a ideia de D. João V, materializada num edifício que pela sua imponência e imenso estaleiro haveria de influenciar de forma inequívoca toda a produção arquitectónica e artística posterior, assinalando "a penetração definitiva do barroco" no nosso país (GOMES, 1988, p.13). RC

Images

Bibliografia

Título

O Barroco

Local

Lisboa

Data

2003

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

O barroco do século XVIII, História da Arte Portuguesa, vol.3

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

PEREIRA, José Fernandes

Título

Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem)

Local

Porto

Data

1900

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

D. João V e a arte do seu tempo

Local

Lisboa

Data

1962

Autor(es)

CARVALHO, Aires de

Título

A Escultura de Mafra

Local

Lisboa

Data

2003

Autor(es)

PEREIRA, José Fernandes

Título

Joanni V Magnifico. A Pintura em Portugal ao Tempo de D. João V 1706-1750

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

SALDANHA, Nuno

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, vol. III (Mafra, Loures e Vila Franca de Xira)

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

Carta do Património do Concelho de Mafra. 1 - Lavabos de Sacristia, Boletim Cultural '97, pp.371-396

Local

Mafra

Data

1998

Autor(es)

VILAR, Maria do Carmo

Título

História da Arte Portuguesa - época moderna (1500-1800)

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

PEREIRA, Fernando António Baptista

Título

Absolutismo, Corte e Palácio Real - em torno dos palácios de D. João V, Arqueologia do Estado - 1as jornadas sobre formas de organização e exercício dos poderes na Europa do Sul sécs. XIII-XVIII

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

PIMENTEL, António Filipe

Título

Arquitectura e poder - o real edifício de Mafra

Local

Coimbra

Data

1992

Autor(es)

PIMENTEL, António Filipe

Título

A escola de escultura de Mafra, sep. da revista Belas Artes, n.º 19

Local

Lisboa

Data

1964

Autor(es)

CARVALHO, Ayres de

Título

A cultura arquitectónica e artística em Portugal no séc. XVIII

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

GOMES, Paulo Varela

Título

Real Basílica de Mafra : Salão de Trono e Panteão de Reis, Boletim Cultural '93

Local

Mafra

Data

1994

Autor(es)

PIMENTEL, António Filipe

Título

Carta do Património do Concelho de Mafra. 4. Plantas anotadas do Monumento de Mafra, Boletim Cultural '94, p. 333-339

Local

Mafra

Data

1995

Autor(es)

PIRES, Lemos

Título

Carta do Património do Concelho de Mafra. 5. Subsídios para a História do Palácio Nacional de Mafra, Boletim Cultural' 94, pp. 340-351

Local

Mafra

Data

1995

Autor(es)

MONTENEGRO, Maria Margarida, OLIVEIRA, Isabel M. Yglesias de, SANTOS, M. Fernanda Monteiro dos, CORDEIRO, Maria Gabriela

Título

Iconografia do Monumento de Mafra (desenho, pintura, gravura, até 1900), Boletim Cultural '97, pp. 219-256

Local

Mafra

Data

1998

Autor(es)

GANDRA, Manuel Joaquim

Título

Memórias e Memorialistas. 1. Carta sobre as coisas notáveis do Edifício de Mafra: Um relato inédito de 1805, Boletim, Cultural '95, pp. 296-308

Local

Mafra

Data

1996

Autor(es)

BARATA, Paulo J. S.

Título

Memórias e Memorialistas. 2. A obra de Cirilo Volkmar Machado no Palácio Nacional de Mafra, apresentada pelo próprio, Boletim Cultural '95, pp. 309-330

Local

Mafra

Data

1996

Autor(es)

GANDRA, Manuel Joaquim

Título

Identidades. Património Arquitectónico do Concelho de Mafra

Local

Mafra

Data

2009

Autor(es)

FERNANDES, Paulo Almeida, VILAR, Maria do Carmo

Título

Carta do Património do Concelho de Mafra. 1. Análise preliminar da evolução histórico-urbanística do Terreiro de D. João V em Mafra, Boletim Cultural 2006, pp. 393-418

Local

Mafra

Data

2007

Autor(es)

PAGARÁ, Ana