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Castelo de São Filipe - detalhe

Designação

Designação

Castelo de São Filipe

Outras Designações / Pesquisas

Fortaleza de São Filipe / Forte de São Filipe / Pousada de São Filipe (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Setúbal / Setúbal / Setúbal (São Julião, Nossa Senhora da Anunciada e Santa Maria da Graça)

Endereço / Local

-- -
Setúbal

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 23 007, DG, I Série, n.º 196, de 30-08-1933 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 13-07-1962, publicada no DG, II Série, n.º 176, de 27-07-1962 (com ZNA)
Despacho de homologação de 31-05-1962
Parecer favorável de 11-05-1962 da 1.ª Sub-Secção da 6.ª Secção da JNE
Proposta de 19-04-1962 da DGEMN

Zona "non aedificandi"

Portaria de 13-07-1962, publicada no DG, II Série, n.º 176, de 27-07-1962

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

A fortaleza de São Filipe é o resultado das ordens do monarca espanhol Filipe II sobre a fortificação da linha de costa que protege Setúbal e a foz do rio Sado. Atribuída durante largos anos a Filipe Terzi, sabe-se actualmente que foi desenhada pelo Capitão Fratino em 1583, sendo composta de uma planta irregular poligonal, em estrela de seis pontas, com seis baluartes, e em acentuado declive sobre o mar, sendo protegida pelo lado Norte por uma segunda linha amuralhada. De acordo com os trabalhos de Rafael Moreira, é um esquema que podemos testemunhar no castelo de Santelmo, em Nápoles (MOREIRA, 1986, p.149).
Tem-se discutido muito a importância desta fortaleza no contexto da defesa da cidade e até no panorama da História da Arquitectura militar no nosso país. Enquanto que alguns autores a uma escala preferencialmente regional salientam o grau de evolução e a modernidade desta obra, outras opiniões apontam para uma certa incoerência entre o plano adoptado e as efectivas necessidades de defesa da região. Encontra-se neste último caso Rafael Moreira que evidencia "a opção formal claramente conservadora" do forte, mais "uma rocca à antiga, pesada e impressionante, destinada a manter uma guarnição fiel" do que "uma fortaleza moderna" (MOREIRA, 1986, p.149). Na mesma linha de pensamento, José Custódio Vieira da Silva salientou o facto de ao longo dos séculos esta fortaleza não ter sido objecto de melhoramentos e inovações estratégicas, por oposição ao forte do Outão, esse sim a verdadeira fortaleza defensiva da foz do Sado e da cidade de Setúbal (SILVA, 1990, p.84). Tendo em conta estes dados, a construção da Fortaleza de São Filipe surge como uma clara marca de poder do rei D. Filipe num território recentemente incorporado na coroa espanhola.
O espaço interior, que originalmente incluía a Casa do Governador e demais edifícios militares, foi substancialmente transformado para aqui se instalar uma das Pousadas de Portugal, após um violento incêndio ter destruído praticamente todas as estruturas interiores em 1868. Conserva-se ainda a pequena capela barroca, dedicada a Nossa Senhora e erguida no reinado de D. João V, cuja nave é integralmente revestida por azulejos da autoria de Policarpo de Oliveira Bernardes datados de 1736.
PAF

Images

Bibliografia

Título

Noticia dos monumentos nacionaes e edificios e logares notaveis do concelho de Setubal

Local

-

Data

1882

Autor(es)

PORTELA, Manuel Maria

Título

Setúbal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

SILVA, José Custódio Vieira da

Título

A arquitectura militar, História da Arte em Portugal - O Maneirismo, vol.7

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MOREIRA, Rafael

Título

Castelos e Fortalezas da Costa Azul

Local

-

Data

-

Autor(es)

VICTOR, Isabel, GONÇALVES, Luís J.

Título

O Castelo de São Filipe, O Dia, 23 de Fevereiro de 1980

Local

-

Data

-

Autor(es)

CALLIXTO, Carlos Pereira

Título

Monumentos de Evocação Militar - Castelo de S. Filipe, Jornal do Exército, Dezembro de 1971

Local

-

Data

-

Autor(es)

MOREIRA, Bastos