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Ponte Nova ou da Cava da Velha - detalhe

Designação

Designação

Ponte Nova ou da Cava da Velha

Outras Designações / Pesquisas

Ponte da Cava da Velha / Ponte Nova (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Ponte

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Melgaço / Castro Laboreiro e Lamas de Mouro

Endereço / Local

Lugar da Açoreira
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

A ponte da Cava da Velha é uma das três pontes de origem romana que, juntamente com as da Dorna e da Assureira, pontuam, actualmente, a estrada municipal 1160, ao longo do Rio de Castro Laboreiro. Ela ligava inicialmente a via romana que, da Portela do Homem, se dirigia a Laboreiro, e a sua existência justificou-se, ainda, pela proximidade em relação a uma fortaleza castreja, situada nas imediações, como forma de garantir o processo de romanização e de ataque das tropas romanas, em caso disso (RODRIGUES, 1985, p.22).
Na actualidade, a ponte compõe-se de dois arcos de volta perfeita, de largura desigual entre si, sendo o maior de 10,60m e o menor de apenas 1,70m. Uma tal discrepância atribui-se a uma segunda fase de obras por que o imóvel passou, pelos séculos XII ou XIII, campanha que conferiu o aspecto geral que a ponte hoje ostenta.
Com efeito, e à semelhança de uma grande maioria de pontes romanas, também esta foi alvo de uma reformulação na Baixa Idade Média, cujos elementos são bem visíveis. Enquanto que as partes baixas da estrutura e a curvatura do arco são executadas em silhares bem aparelhados e com aduelas almofadadas, características da cronologia romana da obra, o tabuleiro, com lajeado irregular e com guardas de cantaria menos cuidada, revela essa reforma medieval.
O mesmo contraste é perceptível em outros aspectos: os talhamares, "de perfil triangular a montante, e rectangular, a jusante" (RIBEIRO, 1998, p.172), recorrem também a um aparelho cuidado e muito regular, ao passo que o enchimento do arco e das enjuntas é efectuado com pedra miúda disposta horizontalmente mas com muitos orifícios. E o tabuleiro, ao organizar-se em cavalete de dupla rampa, é o mais claro indicador dessa campanha dos séculos XII-XIII.
Esta ponte é também designada por Ponte Nova, certamente em alusão a uma mais antiga que aqui (ou muito perto) terá existido. Segundo algumas opiniões, a ponte velha era a da Assureira (IDEM, p.172), mas faltam-nos, ainda, informações mais seguras acerca da marcha da actividade pontística nesta região, em particular a de época romana.
Exemplo importante de sobreposição (reutilização) de duas técnicas distintas de construção de pontes (a romana e a medieval), a Ponte da Cava da Velha ocupa um lugar de destaque no panorama destas estruturas no nosso país, integrando-se num núcleo regional bastante homogéneo e com personalidade própria, fruto do uso exclusivamente rural e agrícola com as populações locais a utilizaram.
PAF

Bibliografia

Título

Pontes Antigas Classificadas

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

RIBEIRO, Aníbal Soares

Título

Castro Laboreiro. Povoamento e organização de um território serrano

Local

Melgaço

Data

1996

Autor(es)

LIMA, Alexandra Cerveira Pinto Sousa

Título

Caminhos velhos e Pontes de Viana e Ponte de Lima

Local

Viana do Castelo

Data

1962

Autor(es)

ARAÚJO, José Rosa de

Título

Pontes Romanas e Românicas de Castro Laboreiro

Local

Viana do Castelo

Data

1985

Autor(es)

RODRIGUES, Pe. Aníbal