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Estação romana da Quinta da Abicada - detalhe

Designação

Designação

Estação romana da Quinta da Abicada

Outras Designações / Pesquisas

Estação Romana da Quinta da Abicada (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Villa

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Faro / Portimão / Mexilhoeira Grande

Endereço / Local

EN 125, Ramal da Figueira junto da confluência da Ribeira de Farelo com a da Senhora do Verde
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 35 817, DG, I Série, n.º 187, de 20-8-1946 (classificou a "Estação romana da Quinta da Abicada") (ver Decreto)
Decreto n.º 30 838, DG, I Série, n.º 254, de 1-11-1940 (ver Decreto) (suspendeu o diploma anterior quanto aos imóveis que fossem propriedade particular, até que se cumprisse o disposto no art.º 25.º do Decreto n.º 20 985, DG, I Série, n.º 56, de 7-03-1932 (ver Decreto))
Decreto n.º 30 762, DG, I Série, n.º 225, de 26-09-1940 (classificou a "Estação arqueológica descoberta na Quinta da Abicada") (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

Classificada desde meados do século XX como "Monumento Nacional", a "Estação romana da Quinta da Abicada" está situada a meia encosta de uma pequena elevação sobranceira à Ria do Alvor, tendo sido inicialmente escavada por José Leite de Vasconcellos (1858-1941) em 1917.
Possivelmente erguida entre os séculos I e II d.C., a zona residencial desta villa romana foi essencialmente estruturada em redor de dois peristilos de planta quadrangular e hexagonal, cujos pavimentos foram revestidos de mosaicos de padrão geométrico, a maior parte dos quais executada a preto e branco, embora se tenham registado alguns exemplares trabalhados a cores. Entretanto, uma sondagem efectuada num destes compartimentos demonstrou a primitiva existência de uma camada mural estucada, muito provavelmente pintada, como parecem indiciar os fragmentos de frescos procedentes deste sítio arqueológico, actualmente expostos no Museu de Lagos.
Para além destes elementos, foram ainda identificados vestígios de cetárias, o que poderá apontar para o exercício de uma actividade económica estreitamente relacionada com o fabrico de conservas de peixe ou do famoso garum, tão apreciado no "Mundo Romano". Esta possibilidade parece ser de igual fundamentada com o facto de os produtos, assim industrializados, poderem ter sido facilmente escoados através da Ria do Alvor, em tempos navegável.
Em todo o caso, as investigações levadas a efeito até ao momento não permitiram, ainda, definir os limites que estabeleceriam originalmente a fronteira entre a área habitacional da villa, propriamente dita, e as zonas consagradas às actividades agrícola, piscatória, industrial e portuária. É possível que estejamos em presença de uma tipologia de planta disseminada, cujo conjunto ainda se encontra por conhecer na sua totalidade.
[AMartins]

Images

Bibliografia

Título

Arqueologia Romana do Algarve

Local

Lisboa

Data

1972

Autor(es)

SANTOS, Maria Luisa Estácio da Veiga Afonso dos

Título

Roman Portugal

Local

Warminster

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Concelho de Portimão - Levantamento do Património Móvel e Imóvel de Interesse Relevante para o Estudo da História Local

Local

-

Data

2001

Autor(es)

SOARES, Isabel

Título

Levantamento Arqueológico-Bibliográfico do Algarve

Local

Faro

Data

1988

Autor(es)

GOMES, Mário Varela, GOMES, Rosa Varela