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Igreja de São João Batista, antiga Sé de Bragança, e claustro - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São João Batista, antiga Sé de Bragança, e claustro

Outras Designações / Pesquisas

Igreja da Sé / Igreja dos Jesuítas / Colégio do Santo Nome de Jesus / Catedral de Bragança / Igreja Paroquial de São João Baptista / Centro Cultural de Bragança / Conservatório de Música de Bragança (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Bragança / Bragança / Sé, Santa Maria e Meixedo

Endereço / Local

Praça da Sé
Bragança

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-FN/2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ver Portaria)
Anúncio n.º 13416/2012, DR, 2.ª série, n.º 178, de 13-09-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Parecer favorável de 31-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 14-03-2011 da DRC do Norte para a classificação da Igreja e Claustro como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 16-07-2003 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 4-07-2003 da DR do Porto

ZEP

Portaria n.º 740-FN/2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13416/2012, DR, 2.ª série, n.º 178, de 13-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 31-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 14-03-2011 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

Em 1535 a Câmara de Bragança decidiu fundar na cidade um convento de Clarissas, em terrenos pertencentes ao mosteiro beneditino de Castro de Avelãs. Para a execução da obra e direcção dos trabalhos, iniciados em 1539, foram contratados como mestres de obra Pêro de la Faia e Fernão Pires (JACOB, João,1997,p.84). Patrocinado por D. Teodósio I, 5º duque de Bragança, o complexo conventual foi concluído em 1550.
Há relatos que indicam que embora o convento estivesse terminado, não tinha religiosas suficientes para o seu funcionamento, pelo que o edifício foi entregue à Companhia de Jesus em 1561, que o transformou em colégio. Os colégios jesuítas eram por norma construídos de raiz, apresentando conjuntos edificados de grandes dimensões, "um grande casarão onde a igreja se integra e articula, mas tipologicamente diferente dos conventos tradicionais" (CORREIA, J.E. Horta, 1986, p.110). Assim, como o convento se apresentava pequeno para a instalação do colégio, a Companhia de Jesus decidiu reformar o edifício.
A reforma terá sido orientada pelo Padre Silvestre Jorge, que laborou em quase todos os colégios jesuítas fundados em Portugal como "superintendente" de obras e autor de traças (SERRÃO, Vítor, 2002, p.210-211). Esta obra contemplou sobretudo transformações estruturais, visando a ampliação do espaço, tanto das dependências como do interior da igreja, que passou a ser unitário.
O edifício do templo apresenta-se disposto longitudinalmente, com portal principal de modelo classicista implantado numa das fachadas laterais. O portal, de volta perfeita, encontra-se inserido em alfiz assente sobre duas pilastras compósitas. O arco é ladeado por dois tondi, e o frontão do portal, ladeado por dois pináculos, possui ao centro um nicho com a imagem da Virgem com o Menino. Ao longo da fachada foram abertas janelas, dispostas assimetricamente. Num dos panos murários foi colocada, no século XX, uma grande janela, datada de 1685, que apresenta um curioso programa decorativo de influência flamenga.
Junto à cabeceira do templo foi aberta uma galilé toscana, que dá acesso aos complexos conventuais, procedida pela torre, cujas ameias de remate e os relógios foram executados durante o restauro de que a fachada da igreja foi objecto entre 1930 e 1931.
O espaço interior, de nave única, é coberto por abóbadas de nervura com mísulas policromadas. Destacam-se no programa decorativo os retábulos de talha dourada em estilo joanino, que decoram os altares laterais e a capela-mor. A sacristia, decorada no século XVII, possui tecto de madeira dividido em painéis, com pinturas a óleo representando a vida de Santo Inácio de Loyola. O arcaz, com espaldar, é decorado por figurações das vidas de São Francisco de Assis e Santo Inácio.
Através da sacristia tem-se acesso ao claustro, de traça renascentista, dividido em dois registos. No primeiro piso, as galerias são formadas por cinco tramos, de ordem toscana, e no segundo a galeria é fechada, marcada por janelas geminadas de moldura rectangular.
Com a expulsão da Companhia de Jesus do território nacional em 1759, o edifício passou para a posse da Coroa. Em 1764 o templo foi elevado a Sé, quando a sede de diocese foi transferida de Miranda do Douro para Bragança, e em 1766 foi instalado na parte do antigo colégio o Seminário Diocesano. Nas centúrias seguintes foram executados alguns projectos para a edificação de uma nova sé, que só viria a ser construída entre 1997 e 1999.
A igreja de São João Baptista pode ser classificada como um templo de tipologia híbrida, edificado na sua origem segundo um modelo de gosto classicista que foi posteriormente adaptado aos módulos contra-reformistas da arquitectura jesuíta. O programa decorativo do espaço interior, já plenamente barroco, é considerado um dos melhores da região.
Catarina Oliveira

Images

Bibliografia

Título

História da Arte em Portugal - o Renascimento e o Maneirismo

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

A Arquitectura - Maneirismo e «estilo chão», História da Arte em Portugal - O Maneirismo

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

CORREIA, José Eduardo Horta

Título

Bragança

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

JACOB, João

Título

A arquitectura manuelina

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

DIAS, Pedro