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Edifício principal das Termas de Vizela - detalhe

Designação

Designação

Edifício principal das Termas de Vizela

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Braga / Vizela / Caldas de Vizela (São Miguel e São João)

Endereço / Local

- -
Caldas de Vizela

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 1069/2016, DR, 2.ª série, n.º 241, de 19-12-2016 (ver Edital)
Deliberação de 24-11-2016 da CM de Vizela a aprovar a classificação como MIM
Edital n.º 936/2016, DR, 2.ª série, n.º 208, de 28-10-2016 (ver Edital)
Deliberação de 29-09-2016 da CM de Vizela a aprovar a classificação como IIM
Edital n.º 252/2016, DR, 2.ª série, n.º 52, de 15-03-2016 (ver Edital)
Deliberação de 11-02-2016 da CM de Vizela a aprovar a abertura do procedimento de classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Situadas a sul de Guimarães as Caldas de Vizela organizaram-se, desde a sua fundação, em torno de importantes nascentes de águas sulfurosas especialmente adequadas ao tratamento de doenças reumáticas, respiratórias e dermatológicas.
O complexo termal propriamente dito localiza-se nas margens do rio Vizela, afluente do rio Ave, associando-se ainda a um extenso parque localizado a sudeste. O edifício principal das termas corresponde a um interessante exemplar da arquitetura termal deste período, apresentando uma planta em U de um único piso tripartido, sendo o corpo central mais recuado, caraterísticas estas que o aproximam, de forma rudimentar, do complexo termal de Mont-Dore em França.
A entrada, situada no corpo recuado, encontrava-se desde a origem associada a um pequeno jardim marcado, ao centro, por um busto do Dr. Abílio Torres, médico ligado às Caldas de Vizela. No entanto, em 2019, este espaço foi profundamente alterado dando agora lugar a uma construção moderna que nada se enquadra na arquitetura envolvente.
O edifício original, de paramentos brancos em interessante contraste com a cantaria à vista dos cunhais e cornija, ostenta um conjunto de portas e janelas de dimensões perfeitamente idênticas que conferem às fachadas um interessante ritmo. Nos corpos laterais os vãos apresentam, em geral, molduras retangulares enquanto que nos topos surgem em arco, associados a frontões triangulares que servem de remate às fachadas.
O edifício integra um balneário, bem como espaços para tratamentos e análise das águas. O interior, bastante luminoso, oferece longos corredores com elementos de pedra à vista, bem como vitrais coloridos nos tetos. É a partir destes corredores que se estabelece a ligação às múltiplas salas de tratamento. Importa salientar que também se manteve, desde a altura da fundação, um interessante conjunto de mobiliário.
No início da década de 90 do século XX foram acrescentadas outras valências ao balneário existente , bem como um novo edifício nas traseiras.

História
O reconhecimento da importância das águas de Vizela remonta ao período romano (inícios do século I a C.), ficando desde logo patente a importância das águas sulfurosas no nome da povoação que aí existia: Oculis Calidarum ou seja, "olhos de água quente".
Em escavações realizadas no século XVIII foram encontradas piscinas destinadas aos banhos, bem como diverso espólio datável do período romano, hoje exposto no Museu da Fundação Martins Sarmento. Igualmente em 1996, no decurso de obras realizadas na Praça da Republica, foram exumadas áreas de um complexo termal do período romano, nomeadamente as zonas do praefurnium e do caldarium, vestígios de pavimentos com mosaicos e ainda uma complexa rede de condutas e esgotos.
Apesar do reconhecimento da importância destas águas, será apenas em 1785 que surgem as primeiras "Instalações Termais", ainda que muito precárias, limitando-se a simples construções cobertas de colmo.
Em 1876, numa época em que o termalismo ganhava uma enorme expressão por toda a Europa, é criada a primeira "Companhia de Banhos de Vizela", sendo então construído o primeiro edifício termal, obras estas dirigidas pelo engenheiro Cesário Augusto Pinto. Entre 1884 e 1886 foi igualmente criado um importante parque, elemento fundamental em todas as áreas termais. Na construção desta área verde, com um lago de relevantes dimensões ao centro, estiveram envolvidos José Marques Loureiro horticultor e Jerónimo Monteiro da Costa jardineiro e projetista, ambos responsáveis por diversos jardins na cidade do Porto.
Nos anos 90 do séc. XX realizaram-se diversas obras nas estruturas balneares mas, em 2009, as termas acabaram por fechar sendo que a poluição do Vale do Ave muito terá contribuído para o sucedido. Depois de uma década de abandono o complexo termal das Termas de Vizela foi reinaugurado em 2019.

Maria Ramalho/DGPC/2020.

Bibliografia

Título

Vizela, Desenvolvimento e Antagonismos Políticos: As Disputas Autonómicas da Regeneração à República, Tese de Mestrado

Local

Porto

Data

2013

Autor(es)

José Eugénio Carvalho da Silva

Título

Caldas de Vizela, do passado à atualidade:uma proposta de reconversão. Tese de Mestrado

Local

Coimbra

Data

2012

Autor(es)

Maria Manuela Ferreira da Cunha