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Santuário do Senhor Jesus da Pedra, incluindo o adro - detalhe

Designação

Designação

Santuário do Senhor Jesus da Pedra, incluindo o adro

Outras Designações / Pesquisas

Santuário do Senhor Jesus da Pedra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Leiria / Óbidos / Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa

Endereço / Local

Largo do Santuário
Senhor da Pedra

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 513/2013, DR, 2.ª série, n.º 145, de 30-07-2013 (por lapso, a designação do diploma não refere que a classificação inclui o adro, conforme o procedimento previa, mas a planta em anexo resolve essa questão, por ter essa designação, e dada a delimitação apresentada) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 14-09-2012 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 11816/2012, DR, 2.ª série, n.º 104, de 29-05-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 12-01-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 5-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura, mas propondo a alteração da designação para Santuário do Senhor Jesus da Pedra, incluindo o adro
Proposta de 17-11-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como MIP
Anúncio n.º 6933/2011, DR, 2.ª série, n.º 99, de 23-05-2011 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 3-5-2010 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 16-04-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional
Proposta de 29-03-2010 da CM Óbidos para a classificação do Santuário do Senhor Jesus da Pedra

ZEP

Portaria n.º 513/2013, DR, 2.ª série, n.º 145, de 30-07-2013 (sem restrições) (por lapso, a designação do diploma não refere que a classificação inclui o adro, conforme o procedimento previa, mas a planta em anexo resolve essa questão, por ter essa designação, e dada a delimitação apresentada) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 14-09-2012 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 11816/2012, DR, 2.ª série, n.º 104, de 29-05-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 12-01-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 5-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 17-11-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Proposta de 8-06-2011 da CM de Óbidos

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

General Description

Nota Histórico-Artistica

A história desta invocação do Senhor da Pedra, em Óbidos, remonta à lenda da descoberta de uma cruz em pedra com uma singela imagem de Cristo que teria poderes milagrosos, a ela recorrendo os agricultores locais em anos de seca. No início do século XVIII, a cruz estava resguardada numa pequena capela de madeira, onde já acorria um grande número de peregrinos. Fazia-se necessária a construção de um santuário digno, tendo este sido construído entre 1740 e 1747.
Situado nos arredores do burgo medieval, como convinha à sua condição de santuário de peregrinação, o Santuário do Senhor Jesus da Pedra foi projectado pelo capitão Rodrigo Franco, arquitecto da Mitra Patriarcal. Rodrigo Franco terá trabalhado nos estaleiros do Convento de Mafra, com Ludovice, e privado com diversos arquitectos italianos ou de influência italianizante, bem como com alguns dos mais insignes arquitectos e engenheiros portugueses da época. A obra do santuário está ao nível das maiores construções do seu tempo, inserindo-se no ciclo de grandes obras mecenáticas de D. Tomás de Almeida, Cardeal Patriarca de Lisboa, e de D. João V, nela estando presentes influências de Mafra e da igreja lisboeta de Santa Engrácia.
O Senhor Jesus da Pedra é um interessante e singular conjunto barroco, constituído pelo santuário, de planta centralizada, pelo terreiro envolvente, e pelas construções anexas, incluindo um albergue de peregrinos e um chafariz. O templo possui planta hexagonal inscrita numa circunferência. Anexos ao corpo central ficam os volumes das duas torres sineiras, de planta quadrangular, bem como a capela-mor e sacristia, de planta rectangular. A fachada principal, entre as duas torres, encontra-se voltada para a vila de Óbidos. O portal é monumental, e articula-se com um grande janelão em espelho, numa tipologia que se repete em todos os vãos principais do edifício: cada janela é composta por um vão duplicado, acima da verga, por outro vão idêntico, mas invertido. Entre o portal e o janelão deveria ficar uma varanda nunca terminada, da qual existe apenas a base, assente em mísulas. As torres, cada uma ocupando o espaço equivalente a um pano do hexágono interior, são rasgadas por arcadas no piso térreo, e por grandes janelas nos dois pisos superiores; as janelas do primeiro piso, à altura do janelão central, são de grande aparato, com frontões triangulares alteados. Nas torres deveriam ter sido colocados carrilhões, à semelhança dos do Convento de Mafra, mas também estes permanecem inacabados. A capela-mor é vazada por um eixo central, na cabeceira, composto por uma porta alta e esguia, em arco redondo, encimada por um óculo ovalado e por um janelão com frontão triangular semelhante aos das torres.
O interior, como foi dito, possui planta hexagonal, reproduzida no telhado de seis águas do corpo central. Nos lados do hexágono, em cada um dos pisos, existem corredores de acesso às capelas laterais (no piso térreo) e às tribunas. A capela-mor guarda o cruzeiro dito milagroso, obra ingénua e de cronologia incerta, numa maquineta no centro do retábulo, onde figura ainda uma tela representando o Calvário, da autoria de André Gonçalves. Existem duas capelas laterais, uma dedicada a Nossa Senhora da Conceição e outra à Morte de São José, de José da Costa Negreiros. No templo existem ainda doze esculturas representando os Apóstolos, oito telas, e painéis de azulejos (na capela-mor), e diversas talhas barrocas, mármores e mobiliário de grande qualidade. As torres, com janelas interiores que abrem para o templo, possuem diversas salas.
Até meados do século XX, o pequeno cruzeiro permaneceu numa pequena ermida situada junto do santuário, no terreiro onde se levanta a casa de peregrinos e um chafariz rococó de espaldar. Neste terreiro efectua-se, desde pelo menos 1762, a feira anual de Santa Cruz (a 3 de Maio).
Sílvia Leite / DIDA - IGESPAR, I.P. / 2010

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