Skip Navigation

Património Industrial

Introdução

A preocupação de proteger e estudar o património industrial é uma atitude muito recente. Aliás, todo o património datado de períodos cronológicos mais próximos e com cunho marcadamente funcional e menos prestigiante, tem uma menor aceitação, a não ser que constitua um exemplar arquitetónico excepcional. Como olhar então, no inicio do século XXI, para vestígios materiais que até há tão pouco tempo desempenharam uma função na modelação urbana ou na estrutura económica da sociedade?

O movimento de defesa do legado industrial teve a sua génese em Inglaterra, na década de 50, devido à destruição de muitas fábricas, durante a segunda guerra mundial.

Em Portugal, as preocupações relativas ao mundo industrial surgiram cerca de 1980. A expressão arqueologia industrial começou a divulgar-se através de exposições ou dos primeiros estudos de carácter científico. Os objetivos e os conceitos operativos tocavam-se, muitas vezes, com os do património industrial.

O objeto de estudo do património industrial é múltiplo, considerando-se as várias áreas produtivas e as diversas soluções construtivas. Assim, quando se fala de património industrial, referimo-nos frequentemente aos vestígios deixados pela indústria: têxtil, vidreira, cerâmica, metalúrgica ou de fundição, química, papeleira, alimentar, extrativa - as minas, para além da obra pública, dos transportes, das infraestruturas comerciais e portuárias, das habitações operárias, etc. Cada universo industrial tem a sua especificidade. Os processos de produção, a maquinaria utilizada (máquinas-ferramentas e máquinas-operadoras) divergem de acordo com a respetiva área de laboração, havendo similitudes nas diversas forças motrizes empregues ao longo do tempo.

Os edifícios industriais são os testemunhos mais próximos das comunidades, impondo-se pela utilização de algumas linguagens próprias, difundidas através de diversas soluções construtivas, caso do telhado em shed ou da utilização de diversos materiais de construção, tal como o ferro, o tijolo vermelho e mais tarde o betão.

O património industrial é uma área inter e multidisciplinar. O desejável na interpretação de um objeto industrial é a participação de diversos especialistas (historiadores, arquitectos, engenheiros, patrimonialistas, arqueólogos).

De uma forma muito sintética, pode então dizer-se que o património industrial trata dos vestígios técnico-industriais, dos equipamentos técnicos, dos edifícios, dos produtos, dos documentos de arquivo e da própria organização industrial.

Os edifícios classificados agora divulgados inserem-se neste vasto universo patrimonial. Abarcam construções fomentadas por políticas régias ou áreas produtivas que se encontravam nos alvores da mecanização - manufaturas - ou sectores industriais que de algum modo se destacaram na salvaguarda do património industrial pelo seu carácter arquitetónico. As estruturas sociais associadas são tipologias construtivas e organizativas que refletem uma filosofia industrial que não pode ser dissociada de uma análise de conjunto do processo de industrialização.

As obras públicas ou infraestruturas a seguir apresentadas relacionam-se, de algum modo, com a industrialização dos diversos sectores produtivos ou com a utilização de materiais decorrentes da Revolução Industrial.

  • Central Tejo - Caldeira de alta pressão de Babcok & Wilcox

  • Central Tejo - Sala dos Cinzeiros

Critérios

O objecto de estudo do património industrial é múltiplo, considerando-se as várias áreas produtivas e as diversas soluções construtivas. Assim, quando se fala de património industrial, referimo-nos frequentemente aos vestígios deixados pela indústria: têxtil, vidreira, cerâmica, metalúrgica ou de fundição, química, papeleira, alimentar, extractiva - as minas, para além da obra pública, dos transportes, das infra-estruturas comerciais e portuárias, das habitações operárias, etc. Cada universo industrial tem a sua especificidade. Os processos de produção, a maquinaria utilizada (máquinas-ferramentas e máquinas-operadoras) divergem de acordo com a respectiva área de laboração, havendo similitudes nas diversas forças motrizes empregues ao longo do tempo.

Os edifícios industriais são os testemunhos mais próximos das comunidades, impondo-se pela utilização de algumas linguagens próprias, difundidas através de diversas soluções construtivas, caso do telhado em shed ou da utilização de diversos materiais de construção, tal como o ferro, o tijolo vermelho e mais tarde o betão.

O património industrial é uma área inter e multidisciplinar. O desejável na interpretação de um objecto industrial é a participação de diversos especialistas (historiadores, arquitectos, engenheiros, patrimonialistas, arqueólogos).

De uma forma muito sintética, pode então dizer-se que o património industrial trata dos vestígios técnico-industriais, dos equipamentos técnicos, dos edifícios, dos produtos, dos documentos de arquivo e da própria organização industrial.

Os edifícios classificados agora divulgados inserem-se neste vasto universo patrimonial. Abarcam construções fomentadas por políticas régias ou áreas produtivas que se encontravam nos alvores da mecanização - manufacturas - ou sectores industriais que de algum modo se destacaram na salvaguarda do património industrial pelo seu carácter arquitectónico. As estruturas sociais associadas são tipologias construtivas e organizativas que reflectem uma filosofia industrial que não pode ser dissociada de uma análise de conjunto do processo de industrialização.

As obras públicas ou infraestruras a seguir apresentadas relacionam-se, de algum modo, com a industrialização dos diversos sectores produtivos ou com a utilização de materiais decorrentes da Revolução Industrial.


Património Industrial

Manufactura

Séc. XVIII - Fábrica de Tecidos de Seda

Séc. XVIII - Fábrica Nacional de Cordoaria

Séc. XVIII - Real Fábrica de Panos da Covilhã - Conjunto de fornalhas e poços cilíndricos

Séc. XVIII - Real Fábrica de Gelo de Montejunto

Séc. XVIII - Real Fábrica de Vidros de Coina

Indústria

Séc. XIX (2ª metade) - Fábrica da Romeira

Séc. XIX (1865) - Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego

Séc. XIX (1861-1868) - Fábrica de Papel do Boque

Séc. XIX-XX - Edifício Panificação Mecânica

Séc. XX (1909) - A Napolitana

Séc. XX (1914) - Central Tejo

Séc. XX (1968) - A Kodak

Estruturas Sociais associadas

Séc. XVIII - Residência de Guilherme e Diogo Stephens

Séc. XIX (1886) - Edifício da Escola Industrial Marquês de Pombal

Séc. XX (C.1913) - Palácio da Fiação de Fafe

Séc. XX (1905-57) - Bairro Grandella

Séc. XX - Villa Berta

Obras Públicas / Infraestruturas

Séc. XVIII - (1732-1799) - Aqueduto das Águas Livres

Séc. XIX (1834-inauguração) - Pilares da Ponte Pênsil

Séc. XIX (1876) - Ponte D. Maria Pia

Séc. XIX (1886-87) - Edifício da Estação de Caminho de Ferro do Rossio

Séc. XIX (finais) - Ponte D. Luís

Séc. XIX-XX - Estação Caminho de Ferro de S. Bento