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Património Industrial - Arquitectura Industrial Moderna (1925-1965)

Diário de Notícias - Edifício Sede

Designação

“Diário de Notícias” - Edifício - Sede do Jornal

Localização

Avenida da Liberdade, n.º 266 a 266A

Freguesia / Concelho / Distrito

Coração de Jesus / Lisboa / Lisboa

Função

Indústria Gráfica: edifício industrial-administrativo-comercial

Época

Projecto entre 1936-39

  • Fachada Principal / Foto: DE/IPPAR

  • Entrada do edifício / Foto: DE/IPPAR

Caracterização

Autor: Arqº Porfírio Pardal Monteiro

Esta construção singular foi o primeiro edifício moderno da principal avenida de Lisboa e a primeira obra arquitectónica a ser projectada de raiz para um jornal, entre nós. De planta rectangular, com cave e 6 pisos, este edifício possuí no seu interior diversos pátios que lhe concedem um ritmo muito específico e peculiar: trata-se da primeira situação construtiva de um edifício misto (indústria-escritórios) com uma frente claramente urbana. A sua fachada é totalmente revestida a pedra aparelhada, demonstrando o seu corpo mais alto uma forma em torre facetada, rasgada por janelas e finalizada pela presença de um motivo luminoso conseguido pelo seu prisma hexagonal. O 1.º piso deste imóvel encontra-se rasgado por duas portas coroadas por palas, possuindo os restantes registos janelas simples rodeadas por um conjunto de pilares e molduras, terminando todos eles num terraço coberto, tipo alpendre. Não obstante, a fachada principal deste edifício é mais elevada que as restantes caixas murárias, encimadas por uma grade, enquanto a do primeiro o é por uma cornija arquitravada.

De referir ainda a existência de uma fachada de tardoz, concebida em linguagem mais depurada, funcionalmente destinada aos serviços de tipografia. Relativamente ao seu património integrado, são dignos de menção os frescos assinados por Almada Negreiros - "Grande Planisfério" e "Quatro alegorias a Portugal e à Imprensa" - existentes no seu interior, tanto no hall como no seu vestíbulo principal. De referir, será, ainda, o facto deste edifício ter merecido o Prémio Valmor, em 1940.

Trata-se, portanto, de uma obra importante no panorama da arquitectura portuguesa, pela originalidade formal da construção como solução de compromisso entre a linguagem monumentalista da época e a procura de soluções inovadoras e modernistas. São de salientar os elementos decorativos que utiliza, nomeadamente a diversidade de materiais, as suas cores, a decoração da empena cega, então pouco frequente.


Sandra Vaz Costa/ Docomomo Ibérico
Junho de 2002


Classificação

I.I.P., Decreto nº1/86, DR 2 de 03/01/1986, Portaria nº 529/96, Diário da República 1ª Série-B, nº228 de 01/10/1996