Skip Navigation

Presentations/ Book releases 25 de janeiro, às 16h00

Evocação do centenário da libertação dos prisioneiros da Primeira Guerra Mundial da Fortaleza de Peniche - Apresentação da obra “Depósito de Concentrados Alemães na Ilha Terceira”

No próximo sábado, dia 25 de janeiro, pelas 16h00, será apresentada no Museu Nacional Resistência e Liberdade, sito na Fortaleza de Peniche, a obra Depósito de Concentrados Alemães na Ilha Terceira,  editada pela Caleidoscópio.

Esta sessão conta com a organização da Direção-Geral do Património Cultural, através do Museu Nacional Resistência e Liberdade, e do Município de Peniche.

Tendo-se assinalado, no passado mês de novembro de 2019, o centenário da libertação do contingente de prisoneiros alemães e austro-húngaros aprisionados na Fortaleza de Peniche durante a Primeira Guerra Mundial, o Museu Nacional Resistência e Liberdade será palco da apresentação da obra “Depósito de Concentrados Alemães na Ilha Terceira - A História de uma reclusão forçada”, da autoria do Prof. Doutor Sérgio Rezendes.

Tal como a Fortaleza de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo na Ilha Terceira, também a Fortaleza de Peniche recebeu, entre os anos de 1916 e 1919, um importante contingente de prisioneiros alemães e austro-húngaros, interligando-se deste modo a história de ambas as fortificações. A 23 de fevereiro de 1916, pressionado pelo governo britânico, Portugal abandona a neutralidade na Primeira Guerra Mundial, apresando 72 navios alemães e austríacos que se encontravam em Lisboa e noutros portos coloniais. Para além dos tripulantes e passageiros das embarcações, também os súbditos desses países em idade militar, residentes em Portugal e nas colónias, seriam confinados em campos de concentração criados para o efeito. São criados Depósitos de Concentrados ou de Internados em Angra do Heroísmo (Açores), Lourenço Marques (Maputo), Macequece, ambos em Moçambique, e em Peniche.  O Depósito de Concentrados de Peniche recebeu 180 prisioneiros, maioritariamente tripulantes de navios apresados, mas também várias famílias. A detenção prolongou-se por quase um ano após a guerra ter terminado, aguardando as resoluções do Tratado de Versailles. Os concentrados de Peniche são finalmente libertados em novembro de 1919.

 

Sérgio Alberto Fontes Rezendes nasceu a 21 de abril de 1975, em Ponta Delgada. É licenciado em História e Ciências Sociais (Via Ensino); Mestre em Património, Museologia e Desenvolvimento e Doutor em História Insular e Atlântica (séculos XV-XX) pela Universidade dos Açores. Entre 2000 e 2010 foi subdiretor do Museu Militar dos Açores, tendo também passado pelo Museu Militar de Lisboa e Arquivo Histórico Militar. Da vertente via ensino, foi docente no Mestrado em Património, Museologia e Desenvolvimento e na licenciatura de Estudos Europeus e Política Internacional (UAç). Tem também docência em várias disciplinas da área da Sociologia e da História, sendo desde 2010, professor no Colégio do Castanheiro. Com vasta bibliografia, coordenou várias exposições e seminários internacionais, em parceria com entidades regionais, nacionais e estrangeiras. Tem comissariado cerimónias em parceria com municípios e instituições internas e externas, sendo assessor do Museu Militar dos Açores, colaborador da Comissão Coordenadora da Evocação do Centenário da I Guerra Mundial e do Centro República, e investigador do IHC/UNL. Foi nomeado membro da Comissão Científica e Pedagógica responsável pelas orientações curriculares da disciplina de “História, Geografia e Cultura dos Açores” e vogal da Comissão de Turismo Militar dos Açores.

 

Organization:
MNRL/DGPC;
Local:
Museu Nacional da Resistência e Liberdade, Peniche